Editor da Revista Bio exibe imagens de viagem à África

O jornalista Romildo Guerrante, editor-chefe da Revista Bio, da ABES, tem em seu acervo quase 1.500 fotos que fez para documentar uma viagem à Tanzânia há dois meses. São imagens de lugares, animais e cenas que Romildo registrou em três das maiores reservas de vida animal na África.
Suas fotos integraram uma exposição nos jardins do Museu da República, no antigo Palácio do Catete (Rua do Catete, 153), no Rio de Janeiro, durante a Feira Cultural da Fotografia, que ali se reúne todo mês há 18 anos.
A seguir, um relato de Romildo e algumas de suas imagens.

 

Um pé na África

Dez dias na Tanzânia, quatro dias e três noites em safári por três das maiores reservas de vida animal na África: Ngorongoro, Serengeti e Tarangire. Uma experiência que eu e as jornalistas Sandra Chaves e Maria Alice Paes Barretto nunca esqueceremos, seja pela visão da exuberante vida selvagem, pelo carinho e delicadeza do povo, pela arte que produz e pelo sentimento de compaixão diante das difíceis condições de vida no continente negro, agravadas com uma seca que dura quatro anos.

Chegamos à Tanzânia em voo da Qatar Airways que nos levou em cinco horas de Doha, no Qatar, a Arusha, na Tanzânia, de onde sai a maior parte dos safáris. Viajamos 900km por dentro das reservas numa picape Toyota adaptada para uso de passageiros, padrão de transporte nas estradinhas de terra das reservas.

Dormimos a primeira noite num acampamento de lona ouvindo o tempo todo o ruído dos animais em volta. Proibido sair da barraca. As outras noites foram em confortáveis lodges de alvenaria, mas também é uma espécie de confinamento: os animais estão livres em torno dos hotéis, não se pode sair. Almoço é praticamente impossível. Faz-se um lanche em áreas relativamente seguras para piqueniques. Às vezes é preciso lanchar no próprio carro, de portas fechadas.

Findo o safári, voamos pouco mais de uma hora para visitar a ilha principal do arquipélago de Zanzibar, que se fundiu com Tanganica em 1964 para dar origem à Tanzânia, país com 40% de população muçulmana. Ficamos uma semana num cenário muito bonito de praias límpidas no Oceano Índico, como Nungwi. Apreciamos a vida, os hábitos da população, sua alimentação quase toda de frutos do mar. Do outro lado da ilha, a menos de duas horas de viagem por terra, fica a antiga sede do governo, Stone Town, cidade linda e maltratada pela carência de recursos para mantê-la exuberante como deve ter sido na época do sultanato.

Romildo Guerrante

Neste bloco, praia de Nungwi, a melhor de Zanzibar, e flagrantes de Stone Town, a antiga capital do sultanato, e baobás em Serengeti.

Praia de Nungwi
Baobás em Serengeti
Fruto do baobá no mercado de Stone Town
Museu da escravatura em Stone Town
Grupo deixando o hotel em Arusha rumo ao safári com o guia e o agente de turismo

 

 

 

 

 

 

Participe! Seja o primeiro a comentar

Dicas, comentários e sugestões

Seu e-mail não será publicado.




%d blogueiros gostam disto: