Coordenador do JPS-SP participa de discussão sobre o Fórum Mundial da Água

O geógrafo Thomas Ficarelli, coordenador do programa Jovens Profissionais do Saneamento da ABES-SP (JPS-SP), integrou nesta quarta-feira, 28 de março, uma mesa de debate sobre a oitava edição do Fórum Mundial da Água, que aconteceu em Brasília/DF de 18 a 23 de março.

Promovido pela Envolverde, o evento ocorreu na Unibes Cultural, apoiadora da realização juntamente com a Carta Capital e a Iniciativa Verde.

Além de Thomas, participou também da discussão Edson Aparecido, membro da coordenação nacional do FAMA (Fórum   Alternativo Mundial da Água). A mediação foi de Dal Marcondes, jornalista e presidente do Instituto Envolverde e de Reinaldo Canto, jornalista que cobriu pelo Envolverde o Fórum Mundial da Água.

Com o tema Diálogos Capitais  “Fórum Mundial da Água – Água, Insumo econômico e direito social”, os palestrantes apresentaram seus pontos de vista em relação ao encontro realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul, que bateu recorde de público – 120 mil pessoas -, e que ficou marcado como a maior edição de sua história.

Thomas destacou para os presentes, entre outros aspectos, a participação ativa da ABES no Fórum. Além de ter sido uma das entidades coordenadoras da programação temática do evento, a Associação também integrou diferentes sessões e debates por meio de seus profissionais associados (diretores nacionais e de seções estaduais, conselheiros e coordenadores de Câmaras Técnicas e Temáticas e JPS).

Tecnologia e informação

Em relação aos temas debatidos no fórum, o coordenador do JPS-SP chamou a atenção para a importância da divulgação correta de informações e o universo digital. “As informações vêm de todos os cantos, mas quais são os dados que dão base a essas informações que são divulgadas? Qual é a qualidade dessas informações? De que forma elas são compartilhadas com a sociedade, por exemplo, na questão de qualidade e quantidade de água e acesso das populações à água potável e esgotamento sanitário?”, questionou Thomas.

Segundo ele, o meio digital contribui para divulgação desses dados, mas o tema precisa ser melhor explorado. “Existe uma defasagem muito grande de produção de informações, principalmente para as populações e comunidades mais pobres e menores do mundo”, disse. “Porque, em muitas ocasiões, elas não têm capacidade de produzir dados. E os governos não sabem como trabalhar com esses assuntos porque não tem as informações mínimas sobre as condições sociais e ambientais nessas comunidades”, acrescentou.

Participação feminina e dos jovens

Thomas frisou ainda a intensa a presença das mulheres e dos jovens no evento, não só na inclusão profissional, mas também como participação social no que diz respeito a trazer alternativas para as questões abordadas. “A mulher, com a visão de trazer a família, os jovens e o coletivo como um todo. E os jovens pensando nas novas ideias e tecnologias que são trabalhadas no Brasil”, ressaltou.

Sobre o debate

Para Thomas, o debate foi interessante porque as ideias dos integrantes da mesa se complementaram, além de ter uma plateia bastante participativa. “As convergências foram bastante comuns nas propostas de soluções para a melhoria do serviço de saneamento e gestão de recursos hídricos”, afirmou. “Foram feitas muitas perguntas pelo público. Foi muito enriquecedor”, concluiu.

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