ABES-SP: diretora aborda segurança da água e saúde em seminário sobre passivos ambientais e urbanismo

Por Suely Melo

Nesta quarta, 18 de abril, a engenheira Roseane M. Garcia Lopes de Souza, diretora da ABES Seção São Paulo (ABES-SP) e coordenadora das Câmaras Técnicas de Saúde Pública e de Resíduos Sólidos, ministrou palestra “A segurança da água e um olhar na saúde da população” no Seminário “Passivos Ambientais e Urbanismo”. O evento foi realizado na sede da Escola Superior do Ministério Público de São Paulo.

O evento foi promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da Escola Superior do Ministério Público de São Paulo (CEAF/ESMP), em parceria com a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e o Instituto Água Sustentável.

Saúde: área transversal

“A questão da saúde não é exclusiva do órgão de saúde. Esta é uma área transversal”, ressaltou a diretora da ABES-SP na abertura de sua apresentação. “Quem está em área contaminada tem que entender os impactos que isso acarreta na sua saúde. É fundamental a interação, a participação de empresas junto com outras áreas para dar um Know-how. A somatória de conhecimentos só vai engrandecer o tema”, frisou Roseane.

A engenheira destacou a importância da segurança da água, que envolve: classificação: água bruta e tratada, qualidade, quantidade, continuidade, cobertura e custo. Falou sobre exposição e riscos e caracterização dessa população exposta, o que exige uma pesquisa de campo  por meio de questionários estruturados. Este é um problema, segundo Roseane. “Poucas áreas contaminadas tem uma investigação detalhada ou por falta de recurso, por falta de demanda ou por falta de técnicos”, afirmou a especialista.

O seminário

Sobre o evento como um todo, Roseane disse que foi ótimo e que os temas foram bastante diversificados. “Colocaram a questão da remediação, da responsabilidade, da saúde, o que aponta para a necessidade de ações que devem ser feitas para melhorar a questão da gestão em áreas contaminadas e isso rebate com o tema da segurança da água e comunicação de risco com a população”, ressaltou. “Estes itens devem ser pautas de uma discussão maior envolvendo não só o setor público, mas ONGs e entidades de renome, como a ABES, e outras associações que realmente possamos fazer um trabalho mais global com a sociedade civil e empresas para avançarmos”, concluiu.

Além de Roseane, outros três especialistas compuseram a mesa sobre a temática “Áreas contaminadas: Interfaces meio ambiente e saúde”, que teve como mediador o promotor de justiça e assessor do centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da CEAF/ESMP, Reynaldo Mapelli Junior. Foram eles: Luís Sérgio Ozório Valentim, do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo; Ricardo César Aoki Hirata, do CEPAS, da Universidade de São Paulo – USP; e Rosângela Pacini Modesto, gerente de setor da Águas Subterrâneas e do Solo da CETESB.

 

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