Page 12 - Livro Sabesp
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LEGADOS DA CRÍSE HÍDRÍCÀ
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Uma história de desafios e superação

Este iivro presta iusta homenagem aos que se empenharam para evitar o coiapso do abastecimento de ãgua em diversas regiões do Estado
de São Pauio, em particuiar na Região Metropoiitana, durante a excepcionai seca que durou 27 meses (dezembro de ?Ot 3 a fevereiro de
20i Ó). Durante quase a metade desse período, a Sabesp esteve sob a competente direção da presidente Diima Pena. Na outra parte, a
partir de janeiro de 20i 5, sob minha direção. Tratarse de um texto emocionante com expressivas imagens que registram um período marcado
peia dedicação e competência de um sem número de heróis que o autor pretere não nomear, possiveimente para não cometer iapsos. Presto
homenagem a todos na tigura do diretor Pauio Massato que comandou com destreza o que se poderia chamar de "operação metropoiitana”.
A "travessia do deserto", como costumavamos chamar essa conturbada passagem da história de São Pauio, mostra que nós brasiieiros
também somos capazes de superar as vicissitudes, desde que haia organização, perseverança, dedicação e conhecimento. Como outros
povos que entrentaram guerras e desastres da natureza. Essas paginas retratam momentos extremamente desatiadores cuja superação toi
possívei graças a coniunção positiva de ações, a comecar peia aguerrida mobiiização dos profissionais da Sabesp, que não mediram
es or os ara execu ar em em o recor e um ran e número e o ras emer enciais ue aumen aram a oe a e ã ua, a exi ii a e

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operacionai dos sistemas produtores e mitigaram perdas nas tubuiações. A contribuição da popuiação, que rapidamente compreendeu a

ravi a e asi ua ãoe ssouaeconomizarã ua oi ou ro as co un amena ara ue se eviasseo ior.

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uando assumi a presidência da Sabesp, o estoque de agua nos diversos reservatórios, contando as reservas tecnicas, era interior a 5%.

Com a ers ctiva de coia so iminente ha ue se trabaihar intensamente torcer eio meihor e estar re arado ara o ior. Foi o ue
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tizemos. Aiém da diminuição da pressão nas redes e das obras emergenciais, tratamos de montar um esquema de emergência que seria
capaz de manter o suprimento dos grandes hospitais, penitenciarias e centros de hemodiaiise, caso o pior viesse a ocorrer.
A "bataiha" toi travada tanto nas trentes de obra quanto nos escritórios, onde ocorreram inúmeras escaramuças com aiguns membros de
órgãos de controie interessados em achar supostos cuipados por um evento da natureza que, com os dados ate então existentes, se reveiava
de baixissima probabiiidade (0,004, equivaiente a tempo de recorréncia de 250 anos). Não taitaram "protetas do apocaiipse", torcendo
peio pior, a agourar dias terriveis para a sociedade pauiista, com desproporcionai cobertura iornaiistica em comparação a vozes mais
equiiibradas e tecnicamente preparadas. Nesse ambiente, manter a caima e a visão do interesse púbiico era tundamentai. Para isso, to¡ de
imensa aiuda as trequentes reuniões com o governador Geraido Aickmin que, iuntamente com o secretario Benedito Braga, não poupou
estorços para ajudar e orientar a Sabesp na diticii travessia.
Oihar a crise peio retrovisor, como eia e vista agora, não signitica remover o risco da escassez hídrica da agenda de prioridades. Peio
contrario, estamos empenhados em conciuir as obras essenciais para garantir normaiidade de abastecimento, caso uma situação hidroiógica
tão destavoróvei venha a ocorrer no tuturo. A crise muito nos ensinou. Esse texto cumpre o papei essenciai de perpetuar vaiiosos ensinamentos
a Sabesp, aos estudiosos e gestores dos recursos hídricos e a popuiação. Uma crise proporciona oportunidade de aperteiçoamento que não
pode ser desperdiçado. Boa ieitural
Jerson Keiman
Diretor Presidente da SABESP




















































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