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5º Seminário de Perdas: inovação e educação, a chave para o saneamento básico no Brasil

Saiba o que foi discutido no último dia de painéis do 5º Seminário Nacional de Gestão de Perdas de Água e Eficiência Energética realizado em Florianópolis

Por Carol Macário e Comunicação CASAN

Você sabia que até cães farejadores hoje são usados para detecção de vazamentos? As novas tecnologias para identificação de vazamentos, a importância da educação e capacitação, além de projetos inovadores em eficiência energética foram alguns dos destaques do segundo dia de palestras do 5º Seminário Nacional de Gestão de Perdas de Água e Eficiência Energética nesta quarta-feira, dia 15 de agosto. O evento, promovido pela ABES, reuniu em Florianópolis profissionais, empresas e autarquias para discutir esses temas que são urgentes para o Brasil. No encerramento, a organização fez um convite para a próxima edição, que deve ser realizada em Minas Gerais (a ser confirmado). Acesse aqui o álbum de fotos.

“O evento foi acima do esperado, a programação com qualidade técnica e o público correspondeu. Tentamos levar o seminário de uma forma bastante informal, com a nossa linguagem. Somos todos colegas e todos estamos na mesma luta pela redução das perdas e pela eficiência energética”, agradeceu a engenheira Andréia May, ao final.

Veja como foi cada um dos painéis.

Painel 4 – Eficiência Energética

Um painel exclusivo sobre Eficiência Energética abriu o segundo dia do Seminário. Representantes de duas empresas e duas companhias de saneamento apresentaram soluções e projetos com bons resultados na área. Arthur Seemann Vieira, engenheiro da Casan, mostrou o projeto do Sistema de Abastecimento de Água (SAA) de Concórdia, no Oeste catarinense, que teve os motores substituídos. Hoje a ETA é 100% automatizada, opera 24 horas por dia e, entre outros resultados, diminuiu em 25% o consumo de produtos químicos.  Na sequência, o engenheiro Greco de Moura apresentou o Turbogerador para geração de Energia e Redução de Pressões da Higra. Ele ressaltou que o gerador anfíbio foi feito para turbinar e não bombear, além de ser projetado de acordo com as condições operacionais de aplicação.

André Vizioli apresentou um produto da Riventa: bombas em tempo real pelo método termodinâmico para redução de energia. Ele ressaltou a abordagem orientada pela informação. Por fim, o engenheiro Michel Bittencourt, da Águas de Joinville, detalhou como é a utilização de geradores na ETA Cubatão (Joinville, SC) e os ganhos financeiros e de segurança. Ressaltou o fato de a Cia ter desenvolvido um plano de expansão e eficiência e que hoje, com os geradores próprios, gera pelo menos 10% da energia que precisa.

Painel 5 – Governança de redução de Perdas e Água em Empresas de Saneamento

O segundo painel do dia reuniu representantes de três companhias para falar sobre gestão e medidas para reduzir a perda de água em cada região. Ricardo Rover detalhou o Programa de Redução de Perdas de água da Corsan (RS). Rover, que é coordenador da Câmara Temática de Gestão de Perdas e Eficiência Energética d abes, listou projetos estratégicos, entre os quais a automação e Centros de Controle Operacional e, ainda, a política de gestão de perdas que vem sendo construída na empresa.

Andréia May, da Casan, trouxe uma abordagem focada no fator humano e a importância da Governança em gestão de perdas.

“Mudanças ocorrem quando as pessoas mudam”, salientou, enumerando as diferentes fases comuns em muitas empresas diante do problema das perdas de água. Na Casan, ela exemplificou, desde 2016 foi estabelecida uma comissão de gestão de perdas e, em 2018, foram criados setores de gerenciamento de perdas.

A manhã encerrou com o depoimento do engenheiro Juliano Trindade de Oliveira, da Samae de Jaraguá do Sul (SC), sobre as medidas para combate e redução de perdas na companhia. Entre as ações para eliminar as perdas aparentes, citou a multa por violação aplicada a usuários que cometem fraude, no valor de mais de R$ 3,5 mil. Ele também ressaltou o projeto de educação da Samae na cidade catarinense, que desde 2006 recebe estudantes.

Painel 6 – Materiais e Tecnologias

O penúltimo painel apresentou as mais recentes tecnologias utilizadas para combate às perdas. Clovis Vanderlei Koch mostrou a experiência da WEGMotors aplicada à gestão de perdas e eficiência energética. Citou a automação e substituição de motores por equipamentos de alto rendimento como alternativa para economia de energia, além de detalhar diferentes motores e tecnologias produzidas pela WEG.  De Minas Gerais, o engenheiro Gustavo Lamon apresentou as soluções da empresa Isoil-Lamon que ajudam a descomplicar a macromedição. Ressaltou a importância de se conhecer a necessidade de cada empresa, deu dicas de como escolher medidores de vazão e, por fim, apresentou o caso da Caema.

Já o engenheiro César Meyer mostrou como foi o processo de substituição da rede nos Distritos de Medição e Controle (DMC) de regiões de Joinville (SC) na companhia Águas de Joinville. Mostrou exemplos e resultados positivos, como a redução de perdas reais no sistema, além da redução dos custos de manutenção.

Para finalizar, o engenheiro Marcelo Depexe, da Sanepar, apresentou as novas tecnologias para detecção de vazamentos. Antes de mostrar novidades, relembrou técnicas antigas, como vara radiestésica e geofonamento, e que ainda são utilizadas hoje em dia. Dentre as inovações, citou técnicas que não dependem do som, como cães farejadores – usados em países como Inglaterra e Austrália -, gás traçador, uso de satélite e imagem termal.

Painel 7 – Capacitação

O último painel do seminário tocou em temas fundamentais, como a educação e a capacitação. Mário Bággio, da WaterDB, parceira da UNIABES, iniciou a fala reforçando o fato de que a causa de muitos dos problemas do Brasil reside na má educação. Diante disso, observou as diferenças geracionais e a necessidade de algo mais disruptivo para educação e compartilhamento de informação. Nesse sentido, falou da experiência de capacitação técnica à distância da UNIABES, criada com o propósito de fomentar a educação sanitária e ambiental em todo o Brasil. Mais de 500 alunos já foram treinados.

A última palestrante foi Simone Previatelli, da Sabesp, que compartilhou a experiência da companhia em capacitação em serviços operacionais de água. Ela citou a importância de padronizar os processos técnicos de capacitação e certificação dos profissionais que executam o serviço. Por lá, foi montado um Centro de Treinamento, foi feita parceria com instituição de ensino e, entre 2014 e 2017, pelo menos 1 mil profissionais foram qualificados.

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