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Notas do 28º CBESA

Especialistas debatem “Mudanças climáticas e saneamento ambiental” em painel inaugural do 28º CBESA (Foto: Gypsy Produções)

Foco nos mananciais e tratamento de esgotos

Um dos mais antigos sanitaristas do Brasil, o engenheiro Walter Pinto Costa, que presidiu a ABES na década de 1980, não vê nos últimos anos no cenário do setor nenhuma iniciativa do porte do Planasa, o Plano Nacional de Saneamento, que quase dobrou o abastecimento de água no país em menos de uma década.

Mas não teria o Planasa privilegiado demais o abastecimento d`água, deixando em segundo plano a atenção ao tratamento de esgotos? Doutor Walter, como é chamado pelos seus colegas do saneamento, justifica a atenção quase exclusiva ao abastecimento d`água naquela época, década de 1970, porque a oferta de água era muito pequena. O cenário mudou, agora é preciso focar na preservação de mananciais e no tratamento de esgoto, ele concorda.

Mulheres na linha de frente

A diretora de Planejamento da ANA – Agência Nacional de Águas, Gisela Forattini, começou com bom humor sua palestra no painel de mudança climáticas do 28º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária da ABES, no Riocentro, nesta segunda-feira, dia 5. Única mulher num grupo de oito palestrantes, Gisela disse que achou muito bom que o presidente de sua agência, Vicente Andreu, não tivesse podido vir ao Rio para o evento. “É melhor assim porque dá mais equilíbrio à diversidade de gêneros”, disse sob aplausos de uma plateia predominantemente feminina.

Gestão das águas

No mesmo painel, que tomou a manhã inteira do primeiro dia do Congresso, o diretor de Produção da Cedae, a concessionária de saneamento do Rio de Janeiro, Eder Fernandes de Oliveira, disse que o Rio está assistindo, nos últimos anos, ao agravamento de uma crise iniciada em 2003, com aumento das temperaturas médias e, consequentemente, crescimento do consumo de água. Mas que, embora o Sistema Guandu esteja sendo muito demandado, a situação no Rio não se caracteriza como de crise hídrica. Disse que a gestão das águas está sendo bem compartilhada e monitorada, com a participação de todos os atores, da ANA aos comitês de bacia.

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