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Debate busca novo arranjo institucional para as águas

A busca de um novo arranjo institucional que envolva todos os entes do segmento com o objetivo de traçar um plano de governança das águas foi uma constante no 28o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária Ambiental, que a ABES promoveu de 4 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Essa pauta tem sido um dos focos da Agência Nacional de Águas (ANA). O assunto já foi abordado em vários debates e foi tema da palestra do técnico Sérgio Ayrimoraes sobre o Plano Nacional de Segurança Hídrica, num debate sobre “Tecnologia para enfrentamento da crise e desafios do setor de saneamento”.

“Sempre é preciso ter um plano B”, defendeu ele ao falar sobre as propostas de transposição das águas do rio São Francisco para enfrentar a seca no Nordeste. “Não podemos pensar apenas nos dois eixos propostos. O rio São Francisco não é um só. Ele tem diversos mananciais, tem o canal do Xingô, o do sertão de Pernambuco. Precisamos pensar as soluções de forma integradas. Unir o país nas preocupações e integrar as bacias hidrográficas”, disse Ayrimoraes.

Na opinião do dirigente da ANA a crise hídrica brasileira – seca no Nordeste e escassez no Sudeste – trouxe à tona “a complexidade e os conflitos”. “Não podemos pensar só no caráter local da questão e sim nacionalmente. Integrar os diversos sistemas extrapola a governabilidade. As incertezas são crescentes, assim como as demandas. Não ha modelo único, nem pronto. Está tudo em construção.”

Ayrimoraes elogiou o destaque que o Congresso deu à interface entre agenda de recursos hídricos e o setor de saneamento. “Acompanho o Congresso da ABES há bastante tempo e uma das questões que eu coloquei é que nos últimos anos, nos últimos congressos, é que o tema central tinha sido a questão do esgoto, o que temos em nosso país em questão de coleta e tratamento de esgoto. A crise hídrica vem colocar novamente essa questão: da oferta de água, da importância do abastecimento. Para mim, que trabalho na Agência Nacional de Águas, é bastante importante também essa discussão sobre recursos hídricos e o setor de saneamento. O Congresso deu um destaque muito grande a isso, portanto acho que tem sido extremamente positivo e tem sido bastante proveitoso.”

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