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CT Governança: o rating da Sabesp está no patamar mais alto da escala nacional

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Forte governança corporativa e financeira, entre outros fatores, garantiram a elevação do Rating da Companhia no final de junho/21.

A agência de classificação de risco Moody´s, umas das principais do mundo, elevou, no dia 29/06/21, o rating corporativo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp (SBSP3) para ‘AAA.br’. A perspectiva é estável.

Desta forma, a Sabesp passa a ter a classificação de risco ‘AAA’ na escala nacional pelas três principais agências de rating do mundo, uma vez que a S&P e a Fitch Ratings já atribuíam este rating à Sabesp.

Acesse o relatório aqui

Segundo a agência, as fortes métricas de crédito da Sabesp são suportadas pela sua forte governança corporativa e por seu histórico de acesso aos mercados bancário e de capitais em tempo hábil para cumprir seu programa de investimento.

Mas afinal o que é um rating?

O rating nada mais é do que uma nota que uma agência classificadora de risco atribui a um governo, empresa ou emissão.

Existem também ratings de projetos, bancos, seguradoras, fundos e créditos estruturados. Para simplificar a explicação, utilizaremos exemplos de empresas.

As agências de rating seguem uma metodologia própria de análise para chegar ao rating das empresas, chamada de análise fundamentalista. O analista responsável começa analisando o ambiente macroeconômico ao qual a empresa está mais exposta (país ou região), a indústria em que atua, a eventual regulação a que se submete e, por fim, as características do negócio da empresa, a governança e aspectos financeiros e, após essa análise, chega-se ao rating.

O rating é dado em forma de letras, que compõem uma escala que vai de ‘AAA’ (mais alto) a ‘D’ (mais baixo). Ele representa a opinião da agência de rating sobre a capacidade e disposição da entidade em questão de honrar com suas obrigações com os credores em sua totalidade e tempestivamente. Funciona assim: quanto maior o risco de não-pagamento, menor o rating e vice-versa.

As três principais agências globais de classificação de risco são a Fitch Ratings, a Moody’s e a S&P Global Ratings, sendo que todas elas baseiam suas análises em metodologias próprias que são disponíveis ao público em geral, sendo que as escalas de cada agência, que podem ser vistas no quadro seguinte, servem para uma comparação entre os ratings em escala global de cada uma.

 

Fonte: www.xp.com.br

Interessante destacar que, de um modo geral, os ratings acima de ‘BBB-’ em escala global significam possibilidades de investimentos” menos arriscados”, ou seja, com menor risco de calote.

Mas o que são essas escalas?

Escala global é aquela que permite comparação entre entidades de diferentes regiões e indústrias. Ou seja, uma empresa varejista com rating ‘BBB’ em escala global no Brasil deve ter a mesma capacidade de pagamento de suas dívidas que uma empresa de energia elétrica ‘BBB’ em escala global nos Estados Unidos, para permitir aquilo que chamamos de “comparabilidade”. Note que a escala global leva em consideração o risco da região onde a empresa se encontra e também fatores relacionados ao tipo de controle e controlador.

Também vale destacar que as agências fazem suas análises para definir o rating em escala global periodicamente, mas que nem sempre são publicadas.

Em geral, os ratings que vemos acompanhando as informações de investimentos no Brasil são aqueles em escala nacional, sendo esta escala apresentada como “brXXX”, “XXX.br” ou “XXX(bra)” para facilitar a comparabilidade entre empresas do Brasil. Note que neste caso o risco da região e do país não é considerado, consequentemente a comparação com outras empresas somente tem valor se estiverem ali inseridos.

Ainda no universo relacionado a empresas, especificamente para aquelas que estão em fase de ampliação de seus investimentos, e por isso buscando recursos financeiros de terceiros, os ratings corporativos oferecem uma boa base de análise da empresa que está emitindo a dívida.

Ou seja, o rating da empresa é um indicador do risco de a mesma não honrar seus compromissos financeiros. Da mesma forma, o rating de emissão tem como objetivo indicar qual o risco de o credor não receber os pagamentos relacionados àquela dívida específica, uma vez que elas podem conter garantias que as tornem mais seguras do que a empresa que está emitindo-a.

Quem define quais empresas terão rating?

As empresas contratam as agências classificadoras para que estas as avaliem e lhes atribuam os ratings que serão utilizados pelos investidores potencias em dívida para entender a empresa e usar como base na avaliação e precificação de eventual emissão desta. Com um rating, o potencial investidor dispõe de uma opinião qualificada sobre o risco de crédito daquela empresa e emissão e com isto otimizará a alocação de risco e retorno.

É também importante destacar que diversos fundos de investimentos  possuem restrições para realizar investimentos em ativos que não apresentem um ou mais  ratings ou com um rating abaixo de um nível determinado. Note que não é incomum um investidor contratar uma agencia de rating para emitir uma avaliação de risco de uma empresa que não tem rating, pois tem interesse em investir em ativos ou emissões da mesma.

E qual o efeito prático disso tudo?

O investidor sabe que tanto maior deve ser o retorno exigido pelo seu investimento quanto maior for o risco que estiver correndo de não receber os juros e os recursos emprestados de volta. Neste sentido, as empresas com ratings mais baixos somente conseguirão emitir dívida a taxas mais altas para compensar esse risco mais elevado. 

Finalmente, vale  lembrar que o rating não é uma recomendação de compra ou venda, mas apenas um indicativo do risco de crédito na visão técnica de cada agência classificadora, o que contribui muito no processo de tomada de decisão pelo investidor em relação a um determinado investimento.

 

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