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31º Congresso da ABES: Diálogo Setorial debate o futuro das empresas estaduais de saneamento

Até março de 2022, as empresas estaduais deverão comprovar sua capacidade econômico-financeira e introduzir metas de atendimento de água, esgotos, tratamento de esgotos e controle de perdas.

Diante do novo marco legal do saneamento, as Empresas Estaduais de prestação de Serviços de Saneamento encaram alguns desafios, como a comprovação da capacidade econômico-financeira e introdução de metas de atendimento de água, esgotos, tratamento de esgotos e controle de perdas. Para debater essas questões, foi realizado no dia 19 de outubro, o Diálogo Setorial “O Futuro das Empresas Estaduais de Saneamento”, durante o 31º Congresso da ABES e Fitabes 2021.

Com moderação de Edgard Faust Filho, da Diretoria Nacional da ABES, o debate contou com a participação de Neuri Freitas, presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece); Ricardo José Soavinski, presidente da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago); Carlos Eduardo Tavares de Castro, diretor-presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa); e Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade da GSInima Brasil.

Até março de 2022, as empresas estaduais deverão comprovar sua capacidade econômico-financeira e introduzir metas de atendimento de água, esgotos, tratamento de esgotos e controle de perdas que, inevitavelmente, resultarão em aumentos de investimentos e ajustes tarifários, colocando também em questão a necessidade de ajustes de prazos contratuais. O desafio será promover essas alterações até 2022, ao mesmo tempo em que se estarão discutindo e aprovando as Normas de Referências previstas para o biênio 21/22 da ANA, que deverão trazer regras que precisariam ser conhecidas a priori para proporcionar segurança jurídica a esse processo.

O debate teve como objetivo identificar os desafios e as dificuldades ou impossibilidades de atendimento às demandas da nova lei, e discutir o processo de transição que permita incorporar ao novo modelo toda a experiência acumulada pelas empresas estaduais brasileiras, procurando vislumbrar como elas irão se transformar e qual será o seu futuro.

Edgard Faust Filho destaca o zelo da Organização do Congresso em preparar os assuntos de uma forma que tiveram uma sequência lógica. “Chegamos ao painel sobre o futuro das empresas estaduais de saneamento já com o debate feito sobre a Regionalização e também sobre o Decreto 10.710. Então, a gente discutiu bastante a experiência de cada presidente de companhias que estiveram presentes, inclusive, tivemos uma mesa de peso com três presidentes de companhias estaduais e um diretor de prestador privado. Percebemos que há uma visão de esforço conjunto no sentido de buscar serviços para universalização, para atendimento a todos com integridade e modicidade das tarifas”, afirmou o moderador.

O presidente da Aesbe, Neuri Freitas, também elogiou o evento. “O Congresso da ABES é realmente um dos mais relevantes e conceituados eventos que temos no país para discutir saneamento. As discussões estão ótimas, com presenças em Curitiba e também participações online. É um local onde encontramos todas as pessoas que compõem o setor, seja do público ou do privado, que entendem muito bem e conhecem na prática os desafios. E é neste Congresso que encontramos as melhores fontes”, reforçou.

 O 31º Congresso da ABES, o mais importante evento de saneamento ambiental do Brasil, foi realizado entre os dias 17 a 20 de outubro, juntamente com a Fitabes 2021, Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental, em formato híbrido: presencialmente, no Expo Unimed Curitiba, na capital paranaense, e virtualmente, em plataforma digital. Esta edição do encontro teve como tema central “Cidades Inteligentes conectadas com o saneamento e o meio ambiente: desafio dos novos tempos”. Algumas atividades foram abertas ao público e transmitidas pelo canal da ABES no YouTube. Acesse aqui.     

 

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