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ABES Conecta: comunicação com transparência deve compor os pilares da agenda ESG nas empresas, destacam especialistas

A transversalidade dos princípios ESG com os ODS, Mudanças Climáticas, Net Zero, entre outros movimentos globais importantes estão impactando cada vez mais as atividades das empresas. Com destaque para a cadeia do setor de saneamento, palestrantes apontaram durante webinar realizado nesta terça (23) medidas que podem ajudar as empresas a reportarem melhor suas questões ambientais, sociais e de governança.

Por Equipe que Comunicação ABES

Discutir um tema atual e importante para o setor ambiental que envolve as questões ambientais, sociais e de governança como um todo foi à proposta do webinar “Relação entre os aspectos de ESG e o clima do planeta”, realizado pelas Câmaras Temáticas de Comunicação e de Meio Ambiente da ABES e pelo Comitê Nacional da Qualidade ABES – CNQA, nesta terça, 23 de novembro, com transmissão pelo canal do YouTube da Associação.

Dante Ragazzi Pauli, coordenador do CT Comunicação da ABES, apresentou os especialistas convidados para o webinar: Lauro Marins, da consultoria Resultante ESG; Mara Ramos, da ABES-SP; Carlos Schauff, do Comitê Nacional da Qualidade da ABES – CNQA; Thomas Ficarelli, coordenador da Câmara Técnica de Meio Ambiente da ABES-SP; e Ronaldo Seroa da Motta, professor da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para iniciar a apresentação de Lauro Marins, que tratou sobre o tema “Reporte ESG – Greenwashing e Regulação”, Dante fez algumas provocações, observando que reportar e comunicar aspectos de ESG não é uma tarefa fácil. “Estamos vendo vários vídeos e propagandas de empresas de vários setores produtivos que declaram as suas ações em ESG. Todas elas, em suas visões, de fato, agem de acordo com o que mostram ou estamos vivendo um momento em que as empresas estão maximizando o alcance de suas ações?”, questionou.

Além disso, Dante lembrou que a ABES vem desenvolvendo um trabalho de valorização da comunicação no saneamento, principalmente com base em dados os quais mostram que o cidadão brasileiro não percebe o saneamento como questão primordial, não sabe se o esgoto da sua casa é tratado e não relaciona a falta de saneamento a problemas de saúde e doenças, por exemplo. Diante disso, ele solicitou dicas para demonstrar os benefícios e importância do saneamento com base no ESG.

Para iniciar a conversa, Marins fez algumas observações sobre a agenda ambiental nos últimos 20 anos, como está sendo sua evolução até chegar ao estágio atual de adoção dos ESG e como esses princípios estão sendo incorporados pelas empresas, principalmente nos dias atuais em face ao processo da pandemia que estamos vivendo e que alerta para a questão de como as empresas estão se comportando com relação aos seus fornecedores, clientes e colaboradores.

“Isso trouxe à tona a agenda ESG, com uma forte pressão financeira do mercado investidor em relação ao tema e provocou uma corrida das organizações para se adequarem a esse conceito”, contou o consultor.

Marins destaca que a comunicação é uma parte relevante no processo de reporte das empresas, principalmente, porque, segundo ele, a empresa não se torna ESG, através de selos, certificações ou relatórios, mas entendendo que isso tem que fazer parte das suas estratégias e dos seus negócios. O especialista exemplificou algumas sutilezas que podem denotar o uso de Greenwashing na comunicação do empreendedor.

Em resposta às provocações de Dante o consultor ressalta que a transparência é base desse processo. “Existe um conjunto de ferramentas e standards de mercado para reportar as ações relacionadas ao ESG”, aponta Marin. Ele apresentou detalhes sobre cada uma delas e um panorama de como os indicadores devem ser reportados no setor de saneamento.

Na palestra “Indicadores ESG – Como medir o engajamento das empresas na cadeia de saneamento”, Mara Ramos informou que são inúmeras as metodologias existentes para medir o engajamento das empresas nas questões ESG. Após algumas observações sobre o tema ela passou a palavra para Carlos Schauff, do CNQA, que falou sobre a metodologia adotada pelo CNQA e como se baseia sua proposta para alinhar o modelo de excelência das boas práticas de gestão das organizações do setor aos movimentos dos princípios ESG.

As palestras em torno das “Oportunidades e armadilhas do mercado de carbono” proferidas por Thomas Ficarelli, do CT Meio Ambiente; e o professor Ronaldo Seroa da Motta, finalizaram o webinar.

Com considerações sobre a influência das mudanças do clima no mercado global, Ronaldo Seroa da Motta destacou que o ESG parte de uma decisão voluntária das empresas de terem uma meta de carbono neutro, mas talvez nem todas tenham interesse em adotar os princípios ESG, diante da quantidade de informações que precisam gerar e indicadores que devem tratar no desenvolvimento de seus negócios.

“Além disso, quando uma empresa tem uma meta ‘Net Zero’ ela tem que definir uma trajetória e mostrar seu balanço patrimonial. A organização não vai ser punida se não apresentar, mas vai ser exposta, então, daqui para frente vamos ver uma legislação obrigando essa prestação de contas tanto das empresas quanto dos investidores”, avaliou.

Na condução dos debates junto ao público, Mara Ramos destacou que o momento apresenta muitas oportunidades para o saneamento a respeito da evolução que o setor pode ter e também de contribuir para o meio ambiente.

O webinar pode ser assistido na íntegra neste link.

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As opiniões emitidas neste evento não exprimem, necessariamente, a visão da ABES. 

 

 

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