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Seminário promovido pela ABES-MS destaca as boas práticas no aproveitamento, tratamento e reúso dos biossólidos nos solos

Em evento inédito no Mato Grosso do Sul, especialistas mostraram soluções sustentáveis e inteligentes para dar um destino mais nobre ao lodo gerado nas ETE´s no estado.

Por Equipe de Comunicaçao ABES

O I Seminário sobre Aplicação de Biossólidos em Solos no Mato Grosso do Sul, promovido, na última quarta-feira, 8 de dezembro, em Campo Grande, MS, pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção Mato Grosso do Sul (ABES-MS), reuniu, nos formatos presencial e online, especialistas de diversas áreas para discutir pautas relacionadas às soluções inteligentes para lodos decorrentes de Estações de Tratamento de Esgoto de (ETE’s). O evento aconteceu no auditório do CREA/MS e contou com a participação de instituições nas áreas de pesquisa científica, saneamento ambiental, atividades agrícolas e pecuárias, gestores, consultores, operadores, órgãos públicos e estudantes.

Na abertura do seminário, Fernando Magalhães, presidente da ABES-MS, agradeceu a representação do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, da Embrapa e demais entidades, na somatória dos esforços em prol do uso dos biossólidos no estado. Ele destacou que a realização deste evento ressalta a importância da parceria público-privada para chegar na universalização do saneamento, sendo esse um dos grandes objetivos da ABES em nível nacional, que vem trabalhando nisso há 55 anos por meio da capacitação, criação de debates técnicos e informativos, bem como de diálogos com toda a sociedade.

Na oportunidade, Fernando ressaltou que esse é também um propósito da ABES-MS, que atua para consolidar seu compromisso com a saúde pública da população. “Portanto, esse encontro tem uma mensagem propositiva. Sabemos que os problemas existem e queremos mostrar o que podemos desenvolver no nosso Estado. Por isso, a participação de todos é muito importante”, declarou o presidente da Seção.

O seminário, inédito no Estado, foi dividido em dois blocos e abordou a utilização de biossólidos resultantes do tratamento de esgoto em solos cultiváveis, áreas degradadas e áreas de reflorestamento, por meio de palestras proferidas por representantes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Federação da Agricultura e Pecuário de Mato Grosso do Sul (Famasul), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)/WetLands e do Instituto Nacional de Ciência em Tecnologia (INCT) Estação de Tratamento de Esgotos (ETEs) Sustentáveis.

Dividido em dois momentos, na parte da manhã a programação contou com uma mesa de abertura composta por representantes das instituições apoiadoras; e na parte da tarde apresentou exposições com foco nas pesquisas relacionadas à aplicação dos biossólidos.

O seminário foi aberto com a palestra do professor Carlos Chernicharo, engenheiro civil e sanitarista, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em ETE´s Sustentáveis (INTC), sobre o tema “Estações de Tratamento de Esgotos Sustentáveis”, na qual abordou as questões em torno dos apelos para a implantação das ETE´s sustentáveis no Brasil, quais são os gargalos para esta iniciativa se tornar viável; e a contribuição do INTC ETE´s Sustentáveis para a área de saneamento no Brasil.

O professor destacou o evento como um marco na divulgação da importância do uso dos biossólidos para todo o País. “Está se abrindo uma nova fronteira com a aplicação dos biossólidos no solo no Estado. Acredito que o Mato Grosso do Sul tem tudo para ser um pioneiro nessa prática”, observou.

A prática é comum na Europa, Ásia e América do Norte, mas tem poucos adeptos no Brasil. De acordo com os organizadores, a ideia foi expor e discutir soluções inteligentes para dar um destino mais nobre ao lodo – rico em nutrientes -, que atualmente acaba indo parar em aterros sanitários em regiões específicas do MS, um estado de economia predominantemente agrícola.

O seminário aconteceu em um momento em que o modelo de universalização do saneamento básico do Mato Grosso do Sul é apontado como referência nacional, por ter se antecipado ao Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2020 pelo Governo Federal. Para assistir ao evento na íntegra, clique aqui.

 

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