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Entrevista – Brazil Water Week: Ricardo Röver Machado fala sobre o Tema 4 “Gestão Eficiente”

Coordenador comenta a importância da realização do evento no cenário atual – que parece ser de transição da pandemia para a fase pós covid – e da discussão frente ao novo marco legal do saneamento. Ressalta ainda que sessões do tema trarão experiências relevantes e de aplicação prática no dia a dia das empresas do setor.
 

Falta pouco mais de um mês para a Brazil Water Week – BWW 2022 (Semana da Água do Brasil), o mais importante evento internacional sobre água e saneamento realizado no país pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES. Esta edição acontecerá online, de 23 a 27 de maio, em plataforma exclusiva e interativa, com 7 temas principais, entre eles o Tema 4 “Gestão Eficiente”, que tem coordenação de Ricardo Röver Machado, coordenador da Câmara Temática de Gestão de Perdas e Eficiência Energética da ABES.

A BWW 2022 contará com 20 painéis, reunindo 49 instituições parceiras e 110 especialistas nacionais e do exterior (acesse aqui para mais informações e inscrições).

“O Tema 4 trata sobre eficiência na gestão e o conjunto de profissionais (brasileiros e estrangeiros) que realizou o planejamento das sessões entendeu que deveríamos trazer à Brazil Water Week experiências relevantes e de aplicação prática, de modo a que pudessem ser aplicadas no dia a dia das empresas de saneamento”, destaca Ricardo Röver. “Convidamos empresas com alto grau de desenvolvimento em conhecimentos, técnicas e práticas para compartilharem suas experiências”, completa o especialista.

Na entrevista, a seguir, Röver fala também sobre a importância da realização do evento no cenário atual e da discussão frente ao novo marco legal do saneamento, entre outros assuntos.

Confira:

Portal ABES Notícias – Como você vê a importância da Brazil Water Week para o setor de saneamento e meio ambiente no contexto atual, no que parece ser a transição da pandemia para a fase pós-covid?

Ricardo Röver Machado – Desde o início da pandemia, as empresas de saneamento reinventaram suas formas de atendimento e aprimoraram os processos de gestão. Sendo um setor do qual depende diretamente a vida das pessoas, a impossibilidade de paralisação trouxe novas formas de atendimento ao público, novas tecnologias, e grande expansão de serviços, de modo a propiciar às pessoas uma água com a qualidade, quantidade e continuidade necessárias, não apenas ao combate à Covid como também às suas demandas naturais.

Toda esta experiência desenvolvida no Brasil e no exterior estará presente no Brazil Water Week, nos seus diversos painéis: nos avanços tecnológicos, na economia circular, na universalização do saneamento rural, na gestão de perdas e eficiência energética, nos instrumentos de financiamento, na busca de resiliência às mudanças climáticas e muitos outros assuntos relacionados ao saneamento e meio ambiente.

No período da pandemia, fortaleceu-se o setor do saneamento ambiental em muitos aspectos, e a Brazil Water Week vai compartilhar muitos conhecimentos e experiências com os profissionais participantes.

Portal ABES Notícias – Como o evento contribuirá para a discussão sobre garantir a eficiência exigida para o setor, especialmente à luz do Novo Marco do Saneamento?

Ricardo Röver Machado – O Novo Marco Regulatório traz uma série de exigências às empresas de saneamento tanto relacionadas às formas de gestão regionalizada como também nas nas questões que dialogam com a universalização e com a eficiência operacional.

Na Brazil Water Week, os profissionais participantes receberão uma verdadeira “imersão” nestes temas. Ao participarmos da organização das sessões com diversos especialistas brasileiros e do exterior, preparamos as sessões com muito profissionalismo, de modo a aprimorar conhecimentos e dar a oportunidade de serem mostradas as melhores práticas para a busca de cada vez melhores resultados.

A apresentação de tantos temas relacionados ao Novo Marco Regulatório por tantos profissionais qualificados, somada à possibilidade de os participantes apresentarem as suas dúvidas, certamente contribuirá muito para o avanço do saneamento brasileiro, e ao alcance das metas estabelecidas.

Portal ABES Notícias –  É possível que o Brasil cumpra as metas definidas pela Portaria 490/21 até 2034?

Ricardo Röver Machado – Sim, é possível. As melhores empresas de saneamento já estão empenhadas em desenvolver seus métodos de gestão e capacitar seus profissionais para isso. E, à medida que crescem as exigências da sociedade, não temos dúvidas, que crescerá também o engajamento de todas as empresas neste sentido.

O atingimento das metas certamente exigirá o aporte de recursos financeiros, de modo que o cumprimento das metas da Portaria 490/21 abrirá portas importantes na captação de recursos federais.

Portal ABES Notícias –  Como será a participação de companhias e instituições nas seções do Tema 4?

Ricardo Röver Machado – O Tema 4 trata sobre “Eficiência na Gestão” e o conjunto de profissionais (brasileiros e estrangeiros) que realizou o planejamento das sessões entendeu que deveríamos trazer à Brazil Water Week experiências relevantes e de aplicação prática, de modo a que pudessem ser aplicadas no dia a dia das empresas de saneamento.

Assim, convidamos empresas com alto grau de desenvolvimento em conhecimentos, técnicas e práticas para compartilharem suas experiências, de modo que os participantes terão a oportunidade de participar de painéis onde haverá a presença de empresas dos Estados Unidos, de Portugal e, naturalmente, do Brasil.

Haverá três sessões, sobre gestão de perdas, sobre eficiência energética, e também sobre os avanços tecnológicos na gestão operacional. Não percam. 

Portal ABES Notícias –  De que forma as discussões sobre tecnologia integrarão as sessões?

Ricardo Röver Machado – Os aspectos tecnológicos permeiam todas as sessões do Tema 4, “Eficiência na Gestão”.

De fato, a cada dia surgem novas tecnologias que dialogam diretamente com a eficiência operacional e energética: são softwares de modelagem hidráulica, análise, de gestão, de identificação de problemas, e várias outras modalidades.

Nas sessões referentes à gestão de perdas e eficiência energética, as técnicas e resultados utilizaram, em maior ou menor grau, elementos tecnológicos. E, na sessão específica sobre avanços tecnológicos, trazemos especificamente os elementos tecnológicos mais recentes os quais, dentro das melhores práticas, colaborarão na obtenção de ótimos resultados e atingimento das desafiadoras metas que nos impõe o Novo Marco do Saneamento. 

Portal ABES Notícias – O que mudou da última edição da BWW para esta em relação aos desafios e conquistas do setor? Poderia comentar um pouco sobre este cenário?

Ricardo Röver Machado – Nestes dois últimos anos houve um verdadeiro salto de qualidade na área do saneamento, principalmente com relação a dois aspectos:

O primeiro, é a tecnologia: cresceu de modo muito significativo a utilização da inteligência artificial para a gestão de big data (grandes bancos de dados), de modo que já se torna inevitável o ingresso do saneamento no universo das cidades inteligentes. Saliente-se que já é usual a utilização de Centros de Controle Operacional, para onde fluem diversas informações dos sistemas (pressões em pontos estratégicos das redes e níveis de reservatórios, por exemplo), de onde se podem analisar volumes macromedidos e atuar sobre válvulas reguladoras de pressão e conversores de frequência. Assim, aprimora-se o conhecimento técnico e possibilita-se atender cada vez melhor a população abastecida, com redução de custos operacionais.

O segundo aspecto principal surge a partir do Novo Marco Regulatório do Saneamento. Presencia-se hoje uma verdadeira corrida na busca da universalização e da eficiência operacional. Buscam-se novas formas de gestão, novas linhas de financiamento, novas formas de alinhamento e capacitação dos profissionais que atuam no setor.

Somado a estes, ocorre uma elevação da consciência das pessoas com relação aos aspectos ambientais, de preservação de recursos hídricos e da sustentabilidade, que devem se combinar com aspectos humanos e de inclusão social. Sendo assim, não temos dúvidas de que as significativas mudanças ocorridas no Brasil e no exterior desde a última edição do BWW, ainda nos trarão grandes avanços na busca de um mundo melhor, para nós e para as gerações futuras.

 

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