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Brazil Water Week: sessão discute tecnologias para a universalização do saneamento em áreas de vulnerabilidade

Debate com o tema “Água, Saúde e Saneamento para todos” trouxe especialistas do Brasil, África do Sul e Filipinas para contar exemplos na prestação de serviços em áreas de baixa renda e comunidades isoladas. Todo o conteúdo ficará disponível por 90 dias na plataforma exclusiva da BWW.

Por equipe de comunicação ABES/BWW

A primeira sessão da Brazil Water Week (BWW 2022) desta quarta-feira, 25 de maio, contou com a participação de especialistas do Brasil, África do Sul e Filipinas, que mostraram exemplos de estudos em que inovação trouxe novos modelos de prestação de serviços de saneamento em áreas de baixa renda e comunidades isoladas. A Semana da Água do Brasil, uma realização da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES é o mais importante evento internacional sobre água e saneamento do país.

Esta edição acontece no formato virtual até sexta (27), em plataforma digital exclusiva e interativa. Todo o conteúdo online ficará disponível por 90 dias para os inscritos. Para fazer sua inscrição, acesse aqui

Na abertura deste terceiro dia de trabalhos, Sudhir Pillay, gestor de Pesquisa da Sanitation Water Research Commission da África do Sul, moderou a sessão “Redução da desigualdade gerada por soluções não efetivas de saneamento em áreas de baixa renda e comunidades isoladas: adoção de tecnologias de baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, para atendimento ao ODS6”, dentro do tema “Água, Saúde e Saneamento para todos”. Os convidados para o debate foram: Valter de Souza Lucas Júnior, gerente de Hidrometria da Copasa; Meunim Oliveira Júnior, presidente da Sabesp; Apollo C. Tiglao, chefe da divisão de Gestão de Águas Residuais da Maynilad Water Services da Filipinas; e Akin Akinsete, da Water Research Commission da África do Sul.

Apollo C. Tiglao falou sobre acesso expandido à água e saneamento em áreas de vulnerabilidade social, incluindo o perfil da Maynilad Water Services, os problemas enfrentados nas Filipinas e soluções que estão apresentando e executando. “ A água e a pobreza são doi itens inseparáveis, então a gente vê a insuficiência do saneamento impactando a saúde do pobre”, afirmou Tiglao sobre os problemas nas Filipinas, “a pobreza e a água estão ligadas graças a um custo alto de conexões, as tarifas chegam a um quinto de toda a renda de uma casa, isso deixa praticamente impossível para o pobre se conectar a uma rede de esgotamento (…). Também estão ligadas graças a falta de acesso à água potável, a maioria não tem acesso a água encanada (…). O terceiro problema se dá com o problema social, existe uma falta de política ambiental transparente, isso se dá também porque as agências de desenvolvimento deixam essas pessoas ignoradas ou esquecidas”.

Meunim Oliveira Júnior falou sobre alternativas e soluções, principalmente para as áreas de baixa renda, do ponto de vista das ações realizadas pela diretoria metropolitana da Sabesp em São Paulo. Ele ressaltou “os objetivos comuns do saneamento, ligados diretamente à qualidade de vida e, portanto, à saúde pública. Para isso acontecer, a Sabesp acredita e investe na universalização do saneamento – levando água, esgoto e tratamento de esgoto para toda a população atendida – e, com isso, na preservação dos recursos hídricos, tudo através de inovações e novas tecnologias”.

Valter de Souza Lucas Júnior, falou sobre a operação da Copasa, os desafios da universalização do saneamento em Belo Horizonte e soluções e tratativas para reverter as grandes perdas de água em vilas e áreas vulneráveis. Akin Akinsete falou sobre a industrialização do saneamento para conseguir a transformação, contando sobre os diferentes programas e projetos realizados pela Water Research Commission para lidar com a desigualdade do saneamento na África do Sul.

Nas semanas anteriores, contou com seis sessões especiais gratuitas, disponíveis no canal da ABES do YouTube (assista aqui), junto com as sessões do primeiro dia do evento, segunda-feira (23) (clique aqui para assistir). A programação de terça-feira até sexta (27) é transmitida na plataforma digital exclusiva e poderá ser acessada por 90 dias pelas inscritos. Quem assistiu ao evento ao vivo, também pôde participar do debate por meio do chat com perguntas e comentários.

BWW Connection

O convidado do primeiro bloco do talk show do intervalo desta quarta-feira ((25), com apresentação de Daniela Lobo, foi Luís Eduardo Grisotto, diretor da ABES -SP, coordenador da Câmara Técnica de Recursos Hídricos da Seção São Paulo e coordenador do Tema 6 – Financiamento.

Grisotto analisou a discussão da primeira sessão do dia “Redução da desigualdade gerada por soluções não efetivas de saneamento em áreas de baixa renda e comunidades isoladas: adoção de tecnologias de baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, para atendimento ao ODS6”. E falou também sobre a construção das sessões do seu tema ao longo dos últimos meses e a participação do Brasil e outros países.


Debate com o tema “Água, Saúde e Saneamento para todos” trouxe especialistas do Brasil, África do Sul e Filipinas para contar exemplos na prestação de serviços em áreas de baixa renda e comunidades isoladas. Todo o conteúdo ficará disponível por 90 dias na plataforma exclusiva da BWW.

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