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ABES recebe presidente do Conselho Mundial da Água para debate sobre desafios hídricos globais

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) promoveu, nesta terça-feira (11), um encontro com o presidente do Conselho Mundial da Água, Loïc Fauchon, no auditório da entidade em São Paulo. O evento discutiu os desafios, perspectivas e soluções para a segurança hídrica e saneamento no contexto das atuais crises climáticas, demográficas e sociais.

“A água está no centro de todas as grandes questões mundiais: alimentação, energia, saúde e educação. Precisamos de uma abordagem integrada para garantir a segurança hídrica das futuras gerações”, destacou Fauchon, que lidera o Conselho desde 2018.

A palestra contou com a abertura do presidente da ABES Nacional, Marcel Sanches, e a diretora da ABES São Paulo, Juliana Dutra. “Receber o presidente do Conselho Mundial da Água reforça nosso compromisso em trazer soluções para a gestão dos recursos hídricos no Brasil”, afirmou Sanches.

Durante o encontro, Fauchon abordou os impactos das “divagações climáticas” — termo que prefere ao conceito de aquecimento global — no abastecimento de água. “Não podemos mais separar regiões úmidas e áridas. Hoje, locais tradicionalmente secos, como Emirados Árabes e Arábia Saudita, enfrentam inundações severas, enquanto outras regiões passam por secas inesperadas”, afirmou.

Outro ponto central da palestra foi a necessidade de investimento em reuso de água. “A reciclagem de águas servidas é a grande revolução do setor. Singapura já implementou sistemas que permitem o reuso em larga escala”, explicou.

A diretora da ABES São Paulo, Juliana Dutra, ressaltou a importância da cooperação internacional. “São Paulo tem muito a contribuir para o debate global sobre gestão da água. Precisamos garantir que nossa experiência seja compartilhada em eventos como o Fórum Mundial da Água”, disse Dutra.

O evento também abordou a governança hídrica e o papel da chamada “hidrodiplomacia”, destacando a necessidade de gestão integrada entre países que compartilham bacias hidrográficas. “No mundo, existem 271 bacias transfronteiriças, e muitas são fontes de tensão entre nações. A cooperação é essencial para evitar conflitos e garantir acesso equitativo”, pontuou Fauchon.

Ao final da palestra, Fauchon convidou os profissionais brasileiros a participarem ativamente dos debates internacionais sobre a água. “O Brasil é uma potência hídrica e tem muito a oferecer ao mundo. Precisamos ouvir mais as experiências de países como este”, concluiu.

O próximo Fórum Mundial da Água será realizado em 2027, na Arábia Saudita, e contará com a colaboração da ABES.

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