Uma ABES preparada para um novo ciclo do saneamento

A ABES chegou aos 60 anos em um momento decisivo para o saneamento brasileiro. Temos metas de universalização a cumprir, novos desafios relacionados à segurança hídrica e às mudanças climáticas e um setor que se tornou mais diverso e complexo. Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado para que a ABES também evolua e esteja preparada para esse novo ciclo.

Esse movimento começa dentro de casa. Estamos revendo estruturas, processos e produtos, fortalecendo nossas Seções Estaduais e Câmaras Temáticas e organizando a atuação da entidade a partir de grandes eixos que dialogam com as transformações do setor, que são: universalização e regulação; água, clima e resiliência; eficiência operacional; inovação e conhecimento; sustentabilidade e economia circular; liderança e cooperação setorial.

Também queremos uma ABES cada vez mais presente na construção da agenda nacional. Um exemplo é a união com ABCON Sindcon, AESBE, ASFAMAS e Instituto Trata Brasil na elaboração da Agenda do Saneamento para as Eleições 2026, com propostas que foram apresentadas aos candidatos à Presidência. É uma demonstração de que, mesmo representando diferentes segmentos, o setor pode construir consensos em torno da universalização.

Ao mesmo tempo, estamos ampliando conexões. Renovamos recentemente a cooperação com a Aladyr, aproximando nossos associados de experiências latino-americanas em reúso e dessalinização, e seguimos fortalecendo nossa presença internacional.

Internamente e externamente, queremos criar mais espaços de diálogo. Os encontros e jantares institucionais com lideranças do saneamento fazem parte dessa estratégia de reunir empresas, poder público, academia e especialistas em torno dos temas que precisam avançar. A nova estrutura de produtos da ABES também prevê iniciativas como missões técnicas, observatórios, fóruns e novos espaços de formação e conhecimento.

Mais do que ampliar atividades, estamos construindo uma ABES com ainda mais capacidade de produzir conhecimento, influenciar políticas públicas, conectar o setor e antecipar discussões. Uma entidade que preserva seus 60 anos de história, mas olha para frente.

Juliana Almeida Dutra
Presidente Nacional da ABES