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Trabalho da CT Saneamento e Saúde em Comunidades Isoladas da ABES-SP contribui para realização de estudo sobre a zona rural de Holambra  

O trabalho da Câmara Técnica de Saneamento e Saúde em Comunidades Isoladas da ABES-SP, que é coordenada pela engenheira Ana Lúcia Brasil, está contribuindo para um estudo que deve impulsionar melhorias no saneamento na zona rural de Holambra, estância turística no interior do Estado de São Paulo. Uma apresentação sobre o estudo e a realidade da região foi realizada em reunião ordinária da Câmara, que ocorreu nesta terça-feira, 28 de março, na sede da ABES-SP, e contou com a presença de Rodrigo Sanches Garcia, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente – GAEMA, de Campinas.

O levantamento foi realizado com base no Termo de Referência (TR) desenvolvido pela ABES-SP, por meio da Câmara Técnica, dentro de um convênio de cooperação com a Prefeitura de Holambra, Ministério Público, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Unicamp.

Ao abrir a reunião, Ana Lucia Brasil destacou que se trata de um trabalho detalhado, um primeiro passo de um estudo de saneamento rural, na área de esgoto. “Nunca vemos trabalhos como este. Normalmente o munícipio se atém à área estritamente urbana. Tanto a periferia urbana como a rural ficam relegadas ao segundo plano”, frisou. A explanação do estudo foi feita pela consultora ambiental Silvia Weel. Em sua apresentação sobre a “Situação atual do Plano de Implantação de Saneamento Rural da Estância Turística de Holambra”, a especialista abordou tópicos como as propostas e soluções e, neste sentido, ressaltou que “o mais importante é a experiência e a relação com outras instituições, com a tecnologia disponível em outras empresas, o que faz toda a diferença”. O trabalho abrangeu a análise do saneamento básico da área rural, analisando aspectos do abastecimento de água, esgotos sanitários e resíduos sólidos.

Projeto inovador

Silvia ressalta que o forte suporte da ABES-SP foi bastante significativo para a realização do estudo. “A ABES-SP tem um conhecimento muito amplo e foi importante para conseguirmos ter uma visão da zona rural, que não tem muita visibilidade na avaliação da situação em relação ao saneamento”, disse. “O mais importante de tudo isso é que temos essa plataforma de comunicação, de trocas. Estamos engatinhando. É um projeto inovador, então precisamos muito de parcerias, de um coletivo trabalhando junto para encontramos um caminho, um caminho que muita gente vai trilhar, e que estamos na vanguarda”, enfatizou a consultora.

“A apresentação foi ótima e mostra a evolução de um trabalho que estamos fazendo em conjunto com outras instituições civis e públicas”, salienta Ana Lúcia Brasil. “É uma coisa muito boa que mostra a capacidade técnica da ABES-SP em ajudar e articular ações que são desenvolvidas por essas entidades. A apresentação mostrou que estão em um nível bem avançado, já partindo para soluções mais práticas de instalações de tratamento de esgoto na área rural”. O promotor de Justiça Rodrigo Sanches Garcia relata que os primeiros contatos para a realização do convênio com a ABES-SP começaram entre 2014 e 2015. “O que foi apresentado hoje é praticamente o trabalho final da ideia do planejamento feito em cima do termo de cooperação. Na época, batalhamos para que a ABES-SP pudesse auxiliar a Prefeitura em dar esse norte sobre como fazer o planejamento do sistema de saneamento rural no município. A apresentação demonstra que houve um avanço muito significativo com base nesse trabalho – o Termo de Referência. O que precisamos agora, evidentemente, é refinar isso, aprofundar para que esse Termo de Referência possa servir para os demais municípios da região”, completou.

Outros tópicos

A reunião contemplou ainda uma apresentação sobre o “Guia para a escolha de alternativas técnicas de tratamento de esgotos domésticos em Comunidades Isoladas”; revisão de Normas Técnicas para sistemas de coleta, tratamento e disposição final de esgotos domésticos de unidades residenciais e núcleos isolados e do Programa Nacional de Saneamento Rural.

Câmaras Técnicas da ABES-SP: abertas para participação

A ABES-SP possui seis Câmaras Técnicas (CTs) que atuam como órgãos consultivos da Diretoria.

As CTs funcionam como eixo catalisador de ideias e buscam promover a sinergia entre os associados e não-associados, fomentando o debate com foco e direcionamento nos temas relevantes para o setor de Saneamento, Meio Ambiente e Sociedade.

Também realizam o estudo de políticas, análise das legislações, normas e procedimentos pertinentes e a difusão de conhecimento. O objetivo é propor sugestões, pareceres e recomendações no intuito de balizar o posicionamento da ABES-SP frente aos temas polêmicos ou àqueles que necessitam de esclarecimentos à sociedade.

Outra característica das CTs é a promoção de atividades tais como eventos, cursos, palestras e oficinas, dentre outras.

Para saber mais sobre as Câmaras e como participar delas, acesse aqui.

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