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Presidente da ABES-SP debate os desafios da despoluição em seminário realizado com a ASEC CETESB

O presidente da ABES-SP, Alceu Guérios Bittencourt, foi um dos palestrantes da quinta edição do Seminário Internacional – Dia Mundial da Água, com o tema “Água, águas residuais e ações de tecnologia a serviço do Meio Ambiente”. O evento foi promovido pela ASEC CETESB, em parceria com a seção São Paulo da ABES, da AESabesp e empresas do setor, entre os dias 28 e 30 de março no Auditório Augusto Ruschi, da Cetesb, na capital paulista.

Alceu Guérios Bittencourt abriu o painel: “O Reúso de Água na Cidade e Ações para o Futuro”. Com o tema “Desafios da Despoluição” e o questionamento “algum dia vamos despoluir nossos cursos d’água?”, o especialista apresentou quatro importantes questões para fomentar a reflexão. “É uma tentativa de fazer um raciocínio abrangente que sirva de plano de fundo para diversas apresentações e discussões”, afirmou.

Os quatro pontos, segundo o presidente da ABES-SP são: financiamento, no contexto da questão da recuperação dos custos do sistema de esgotamento sanitário; estruturas das nossas cidades, principalmente as grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, nas quais a expansão urbana não ocorreu de forma planejada; a eficiência do sistema de esgotamento sanitário – o sistema coletor é afetado pelos aspectos acima ; e gestão das águas de cabeceiras de rios em grandes cidades com São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.

“Existe uma crescente opinião de que pensar em despoluir corpos d’água em cidades como a nossa e outras similares vai exigir além de resolver os problemas, se pensar numa gestão integrada das águas”, pontuou.

Segundo o engenheiro, a sociedade ainda vai precisar de algumas décadas pela frente desenvolvendo tecnologia, capacidade de gestão e a estrutura das nossas cidades. “Pensar isso tudo junto em soluções efetivamente de um padrão de qualidade e eficiência que permita se pensar em ter corpos d’água com tanta qualidade como aqueles que colocamos como meta quando desenhamos os programas de despoluição”, ressaltou.

Para finalizar, Alceu salientou que a ABES-SP procura apoiar e se apoiar também nas entidades coirmãs e reiterou o convite para o Congresso ABES Fenasan 2017, que ocorrerá de 2 a 6 de outubro, em São Paulo. “Estamos coletando questões para montagem do temário [para o congresso] e procuraremos refletir sobre muito do que está sendo discutido aqui. Contamos com a participação de todos”.

Participaram ainda do painel, Renato Rosseto, gerente de Operação e Tratamento de Esgoto da Sanasa/Campinas, que abordou o tema “Águas Residuárias e o Reúso EPAR/Sanasa; e Vivian Guerreiro, especialista em Saneamento Ambiental da Tetra Pak, apresentando o Projeto Nascente.

Debate relevante

Renato Rosseto afirmou que eventos como este são importantes “para discutirmos as novas tecnologias, os resultados, as potencialidades e sua utilização no Brasil, que é um país tão carente de saneamento. Há cidades que não têm nem rede de esgoto ainda. É preciso investir em tecnologias, profissionais, treinamento e discussão. O evento propicia tudo isso”, salientou.

“O encontro é essencial para promover a troca de informações e o ponto de vista de várias instituições”, destacou Vivian Guerreiro. “É importante ver qual é a demanda das agências reguladoras e ter as empresas participando disso. É uma troca riquíssima e que tem de ser promovida mais fortemente e cada vez mais”, frisou a especialista da Tetra Pak.

O coordenador do Programa Jovens Profissionais do Saneamento da ABES-SP, Thomas Ficarelli, que prestigiou o seminário, também deu seu parecer. “É um prazer, como coordenador do JPS-SP e funcionário da Cetesb, ver um evento organizado pela ASEC com o apoio da ABES-SP”, começou Thomas. “Está bastante interessante o evento com a participação de vários profissionais de empresas e setores diferentes trazendo problemas, mas ao mesmo tempo apresentando soluções. Isso mostra que, apesar de termos um quadro que precisa muito ser avançado, ainda existe luz no fim do túnel para vários problemas de natureza não só ambiental, do saneamento, mas também financeiras, burocráticas, legislativas e corporativas dentro das próprias empresas”, avaliou Thomas. “Estão todos de parabéns pela organização e participação.”

Primeiro dia do seminário

Na abertura, na manhã do dia 28, o presidente da ASEC/Cetesb – Uladyr Ormindo Nayme, discorreu sobre a importância das águas residuais, como recursos para a eficiência dos ecossistemas e apresentou os expoentes da  mesa de trabalhos, composta pelo representante do 8º Fórum Mundial da Água e vice-presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), Newton Azevedo; o diretor de Engenharia da Cetesb, Luiz Serpa (representando o presidente da Cetesb – Carlos Roberto dos Santos) e o presidente da ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), Everton de Oliveira.

Nos pronunciamentos iniciais, as lideranças saudaram os presentes e o representante do setor privado do 8° Fórum Mundial da Água, Newton Oliveira, discorreu sobre essa realização, que ocorre a cada 3 anos num país escolhido pela ONU, considerada o maior evento global sobre água. No Brasil que o sediará pela primeira vez, em Brasília, DF, no período de 18 a 23 de março de 2018, são esperados cerca de 30.000 representantes de mais de cem países para discutir temas relacionados aos recursos hídricos e promover a maior conscientização coletiva a respeito dos temas ligados a água. Com o tema “Compartilhando Água”, o Fórum ocorre pela primeira vez no hemisfério Sul e conta, desde já, com diversos eventos em capitais brasileiras, denominados “Rumo a Brasília” como etapas preparatórias, inclusive o Congresso ABES/Fenasan 2017 – o maior encontro de Saneamento Ambiental das Américas.

Na sequência, o coordenador tecnológico da Cetesb, Gilson Quináglia, abriu a apresentação dos trabalhos técnicos com a palestra “Contaminantes Emergentes Globais”, seguida por diversas exposições técnicas ao longo dos três dias.

 

Palestrantes do 3º dia: diversos temas em debate

Os especialistas convidados discorreram sobre sua participação no evento:

“Estou muito feliz com a discussão do tema. O tema tem a ver com saúde pública, segurança alimentar e hídrica e meio ambiente. A água é o bem mais precioso que nós temos. Temos que preservar, tratar, planejar e prever com inteligência as eventuais crises. A Cetesb é uma das principais companhias do mundo, é um local perfeito para aprofundar o debate”. Rubens Naman Rizek Junior, secretário adjunto da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

“Hoje, as questões ambientais estão sendo abordadas em detalhes. Quando interferimos no meio ambiente, temos que esperar uma resposta da natureza para que ela se recomponha da maneira que a encontramos. O tema de reúso, de água, de qualquer outro elemento que tiramos da natureza, é sempre um tema moderno e que deve ser discutido. Queremos contribuir com o tema trazendo com algumas tecnologias que fazem sentido para o mercado de hoje, as obras que estão sendo executadas na natureza.” Vitor Pimentel (RHINOMAT), que apresentou a palestra “Impermeabilização e Secagem de Lodo”

“Participamos do evento como AmaFibra. Nossa empresa é líder em subextrato vegetal para produção de mudas. O material reduz a necessidade do uso de água na formação de mudas. Estamos com novos projetos, lançando mantas, bioretentores no mercado, visando a preservação ambiental e a conservação de áreas degradadas. O Grupo Sococo quer desenvolver produtos para a gestão e o tratamento de água como biofiltros, entre outros”. Angelo Malvestitti (Amafibra – Grupo Sococo) falou sobre o tema “Biomanta de fibra de coco e substrato para área agrícola Bio Engenharia”

“Falamos sobre a modernização do tratamento de lodo, estudo de caso visando a eficiência de uma estação de tratamento e a diminuição do custo de disposição do aterro sanitário. Considero isso essencial para o saneamento em si, pois falta investimento para efetividade de obras. Um dado da OMS mostra que a cada um dólar investido em saneamento, você economiza três ou quatro em saúde global. Depende de nós para alavancar o setor de saneamento, pois falta investimento.” Diego Rivetti (Pieralisi) ministrou a palestra “Retrofitting Industrial – Modernização do sistema do tratamento de lodo”

“O evento é muito importante, pois está de acordo com as pautas do país. Traz inovação, renovação para as empresas e as entidades públicas. O tema é essencial para a nossa existência. Não podemos imaginar que em pleno século 21 falte água no planeta Terra”. Ranier Ribeiro Rocha (Ecobulk) falou sobre “Tratamento de Efluente – uma proposta prática”

“Fiquei lisonjeado com o convite do engenheiro Uladyr Ormindo Nayme. O tema é muito importante e cada vez mais bem visto. A palestra abordou tratamento e reúso de água, tratamento de esgoto e fluídos industriais. As exigências e a consciência sobre o tema estão aumentando. Para nós, que somos da área de tecnologia, especialistas no assunto, é muito oportuno participar e mostrar as nossas soluções. A Alphenz é uma das empresas patrocinadoras do seminário.” Emilio Bellini Neto (Alphenz Soluções Ambientais), ministrou a palestra “Soluções Ambientais em Tratamento de Efluentes”

“O evento é importante para discutir sobre a água e o meio ambiente, pois são temas que estão em evidência. Não é possível viver sem água, os problemas estão aí no dia a dia e as empresas viabilizam e mostram as soluções”. Michel Bernardi Britez (Aquamec), que discorreu sobre o tema “Eficiência Energética em Sistema de Aeração”

“Tenho muita simpatia e prazer em participar desse evento devido à comemoração do Dia da Água. Já participei de outros seminários com o eng. Uladyr Ormindo Nayme. A Hydrus oferece cursos práticos para operadores, gestores para aumentar e melhorar a produtividade do setor”. Fabio Assumpção Ribeiro (Hydrus), que falou sobre “Sistema de Tratamento de Água”

“O ozônio como tecnologia é recente. A apresentação é importante para divulgar e mostrar que os resultados convincentes. O evento têm um público formado por técnicos que vão direto ao assunto. A Cetesb tem visto nossas instalações e fazendo críticas que nos fez crescer no mercado. O Brasil tem um espectro enorme para a aplicação de novas tecnologias na área de água. Estamos atrasados em relação às grandes cidades do mundo, que já utilizam o ozônio garantindo a sinetização da água e a parte de farmaco. Temos muito o que evoluir, a troca de opinião e de conhecimento é muito importante. Um exemplo disso é a questão da carne: o ozônio, junto com outros produtos, resolve 90% do problema em questão de salmonela e de contaminações. É ambientalmente correto, pois não tem produto químico. Faço questão de participar desses encontros e agradeço o convite”.
Samy Menasce (Brasil Ozônio), que palestrou sobre “Água e Reúso com Ozônio”

Informações: ABES e AESabesp

 

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