Últimas Notícias

Artigo: “Para onde vai o saneamento?”, de Álvaro Menezes, diretor nacional da ABES

Por Álvaro Menezes, diretor nacional da ABES e consultor em saneamento

Leia a análise do engenheiro Álvaro Menezes sobre os rumos do saneamento no Brasil, publicada, nesta quarta, 8 de agosto, no Jornal Tribuna Independente de Alagoas.

A MP 844 surgiu como a norma legal que dará rumos ao saneamento, mas, ao que tudo indica, volta-se há pelo menos 25 anos, colocando como antagonistas novamente os operadores privados e públicos. Argumentos como “a MP vai desestruturar o setor” ou “a MP vai possibilitar maior participação do setor privado”, são tão verdadeiros como dizer que os carros voadores da UBER estarão disponíveis no Brasil em 2 anos. É possível, mas não se garante, nem há sinais técnicos, econômicos, políticos, legais e sociais de que isto ocorrerá.

Os avanços que o setor apresenta desde 1995, não podem ser desconsiderados, nem tão pouco os atrasos. Nem uma situação ou outra, podem ser medidas nacionalmente, pois a métrica adequada para avaliar a qualidade dos serviços de saneamento deveria ser local, até regional, se pudesse ser aferida talvez, a partir de bacias hidrográficas. Acontecimentos históricos e dados do SNIS, mostram que além das mudanças legais iniciadas em 1995 com a lei das concessões, até a tal MP 844 – que trata de temas relevantes, mas usa, salvo engano, método inadequado para apresentar soluções – muito aconteceu para mostrar que privados e públicos não são inimigos entre si.

Dependendo da região do Brasil, podem ser concorrentes, como pode ocorrer onde se deseje encontrar um solução que seja boa para a população em termos de saúde pública, tarifas, garantia de regularidade nos serviços e qualidade no atendimento a todos sem distinção. Quando a Cia. de Saneamento do Amazonas e a Cia. de Saneamento do Mato Grosso foram extintas por decisão de Governadores ou quando se criou a Companhia de Saneamento do Mato Grosso do Sul e a capital Campo Grande foi concedida a operador privado ou criada a Cia. de Saneamento de Tocantins ou quando as Cias. de São Paulo, Paraná e Minas Gerais abriram seus capitais ou quando PPPs passaram a ser implantadas no Nordeste e a Cia. de Saneamento do Ceará  passou a poder ter parcerias com empresas privadas, o mundo não se acabou. O mercado de saneamento mostra que há espaço para todos os modelos, faltando uma definição clara sobre onde cada um pode ser sustentável.

Se o Brasil não tivesse o tamanho e as diferenças que tem, se poderia apontar com facilidade este ou aquele exemplo de insucesso ou sucesso para cada modelo. “Acreditamos que podemos operar pelo menos 30% do saneamento no Brasil e, com apoio da MP, esse número pode ser alcançado em 15, 20 anos”, afirmou o diretor da AEGEA, Dr. Rogério Tavares, em 18.07.2018 no Valor Econômico. Uma opinião abalizada e responsável como esta, leva a pensar se a MP será o ponto forte da mudança. É preciso perguntar de forma objetiva e competente onde estarão esses 30%? Há formas de descobrir isso pela natural mobilização do mercado e poderes concedentes, o que levará tempo indefinido, ou pela ação administrativa do Governo Federal, levantando em cada Estado como os serviços podem ser prestados de acordo com a lei nº 11.445/2007.

Afinal, a questão não é conhecer as oportunidades que o setor privado com competência já enxerga, mas sim, como as Cias. Estaduais e serviços municipais atuarão nos 70% restantes. O PPI/Saneamento do BNDES poderia ter feito este estudo em cada Estado, criando o mapa de oportunidades para melhoria da qualidade dos serviços e da universalização do saneamento, porém o Governo Federal preferiu impor uma solução que não respeitou os interesses e valores da sociedade, tornando a maior parte dos poucos estudos contratados um conjunto de documentos pouco aceitos e interpretados como uma “ingerência na soberania” das Cias. Estaduais, o que é uma pena.

3 Comentários em Artigo: “Para onde vai o saneamento?”, de Álvaro Menezes, diretor nacional da ABES

  1. يعمل مصنع إيليت بايب Elite Pipe في العراق كمحفز لتطوير البنية التحتية ، حيث يزود السوق بأنابيب البولي إيثيلين عالي الكثافة وأنابيب uPVC والتجهيزات التي تساهم في نمو ونجاح مختلف القطاعات.

  2. O saneamento no Brasil de tantos contrastes não é algo que se resolva por decreto, nem pode ser tratado como mais uma mercadoria exposta num balcão. Soluções requerem responsabilidade, comprometimento, conhecimento técnico e adequação às diversas realidades que se apresentam. Não se trata de promover uma disputa entre o público e o privado mas sim reunir o que ambos podem oferecer de melhor. De um lado o compromisso com o social, a inversão de prioridades, a defesa dos interesses da coletividade. Do outro lado a agilidade, a competência, a capacidade de realização inerentes a iniciativa privada. Definir os espaços e como eles serão ocupados é o grande desafio que foi muito bem colocado no texto do Álvaro Meneses.

Dicas, comentários e sugestões

Seu e-mail não será publicado.




RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 gaza88 INDO666 RATU89 RATU89 GAZA88 GAZA88 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 RATU89 JUDI89 RATU89