Últimas Notícias

Gerenciamento de resíduos de saúde do cuidado domiciliar e economia circular: um compromisso com a saúde e o meio ambiente


Leia o artigo da engenheira Roseane Garcia, diretora da ABES-SP e coordenadora das Câmaras de Resíduos Sólidos e de Saúde Ambiental da entidade.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deu um importante passo no estabelecimento de diretrizes para a logística reversa de medicamentos, publicando a NBR 16457:2016, que aborda a gestão de medicamentos vencidos e/ou em desuso, destinando-se a impulsionar a regulamentação desse setor.

Posteriormente, o Decreto 10.388 de 5 de junho de 2020 veio a instituir a Logística Reversa de Medicamentos Domiciliares Vencidos ou em Desuso de Uso Humano, abrangendo tanto produtos industrializados quanto manipulados, bem como suas embalagens após o descarte pelos consumidores. Esses marcos normativos representaram avanços significativos no campo das boas práticas e regulamentações.

Mais recentemente, a norma ABNT NBR 17059:2023 trouxe diretrizes específicas para o gerenciamento de resíduos resultantes do cuidado no domicílio. Essa norma se aplica a dispositivos utilizados para autoteste e administração de medicamentos injetáveis, como agulhas, seringas, lancetas, fitas reativas e canetas de aplicação de medicamentos, bem como insumos relacionados, como os utilizados em bombas de infusão de insulina. O principal objetivo dessa norma é assegurar a proteção do meio ambiente, a segurança ocupacional e a saúde pública na gestão dos resíduos de saúde gerados no contexto domiciliar.

Os resíduos de saúde originados no autocuidado domiciliar representam um desafio significativo, uma vez que estão diretamente ligados à saúde pública e ao meio ambiente. A necessidade de adotar práticas de logística reversa para alguns desses resíduos é de fundamental importância. Essa abordagem é essencial para garantir a gestão adequada de resíduos, minimizar o impacto ambiental e estar em conformidade com as regulamentações governamentais e normativas técnicas.

O setor de saúde precisa sempre avançar na adoção de práticas de economia circular e logística reversa, estendendo essas diretrizes para os resíduos gerados nos domicílios. Essa iniciativa contribui para a preservação do meio ambiente e a promoção da saúde pública. A economia circular é um modelo econômico que visa minimizar o desperdício, promovendo a reutilização e reciclagem de materiais. Exemplo

Vale a pena destacar o impacto positivo da reciclagem das cartelas de medicamentos (“blister”) e das canetas de aplicação de medicamentos, que se tornaram exemplos notáveis de boas práticas, reintegrá-los à cadeia produtiva pode reduzir a necessidade de matérias-primas virgens. Isso não apenas reduz os impactos ambientais, mas também cria oportunidades econômicas sustentáveis. Essas ações têm um forte viés social, contribuindo para iniciativas como a aquisição de cadeiras de rodas para doação, promovendo a cultura de ESG (Environmental, Social and Governance).

A reciclagem desses resíduos gerados nos domicílios não é apenas uma ação sustentável, mas também uma demonstração de responsabilidade social e um compromisso com a preservação do meio ambiente. Portanto, é fundamental que o setor de saúde continue a impulsionar essa iniciativa como parte de seu compromisso com a comunidade e com as gerações futuras.

Engª Roseane Maria Garcia Lopes de Souza

RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 GAZA88 INDO666 RATU89 JUDI89 gaza88 INDO666 RATU89 RATU89 GAZA88 GAZA88 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89 JUDI89