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Seminário Internacional de Perdas: experiências de São Paulo, Califórnia e Barcelona em destaque no encontro

(Da esq. para a dir.) Ronnie Mckenzie, Enric Castellvi, Alceu Guérios Bittencourt, Dante Ragazzi Pauli, Sue Mosburg e Paulo Massatto.

Por Sueli Melo, Roberta Rodrigues, Arthur Gandini e Clara Zaim

As experiências no enfrentamento de crise hídrica de São Paulo, do estado americano da Califórnia e de Barcelona (Espanha) abriram as discussões desta quarta-feira, 6 de julho, primeiro dia de debates do I Seminário Internacional de Perdas e o Enfrentamento da Escassez Hídrica, realizado pela ABES em São Paulo, por meio de sua Câmara Temática Gestão de Perdas.

Em sua apresentação Paulo Massatto, diretor Metropolitano da Sabesp, destacou a evolução da companhia nos últimos 30 anos com relação às estratégias adotadas para redução de perdas nos municípios operados pela empresa. Para ressaltar o trabalho executado, o diretor lembrou que a bacia do Tietê é uma região de estresse hídrico por excelência. “Tem mais gente do que disponibilidade hídrica”, disse Massato. Por isso, a empresa tem sempre de atuar de maneira preventiva em relação às crises climatológicas. A crise de 2014/2015 serviu para aperfeiçoamento dos modelos existentes e um refinamento das nossas estratégias planejadas.

Além de todas as ações apresentadas, o diretor destacou o papel da população, que, como destacou, entendeu a situação hídrica e também deu sua parcela de contribuição. A Sabesp adotou o programa de bônus e ônus além de ampliar as medidas de redução de pressão. Mais de 62% de todas as redes de água da Sabesp são controladas por válvulas redutoras de pressão e boosters (bombas). Além disso, a empresa trocou mais de 310 mil metros de redes e ampliou seu trabalho de pesquisa de vazamentos, gerando um aumento substancial na quantidade de vazamentos detectados. As iniciativas da empresa em aumentar as vistorias em imóveis residenciais e comerciais, amplamente divulgadas nos meios de comunicação, também serviram para que fosse possível evitar irregularidades com relação ao furto de água tratada, “para mostrar que o crime não compensa, levando, em muitos casos, os infratores à prisão”, afirmou.

Massatto elogiou a iniciativa do seminário: “A ABES é um agente importante para o setor de saneamento. Organizou este evento com especialistas de várias partes do mundo que trazem a profundidade de uma boa troca de informações. Os consultores internacionais estão aprendendo também sobre a prática brasileira. O evento é de muito sucesso, um ponto de partida para novas iniciativas da ABES, o fortalecimento do sistema de saneamento para benefício da população, manter a regularidade do abastecimento e trazer um custo acessível. A iniciativa fortalece o tema, pois nem sempre as organizações estão de olho na boa gestão de recursos de água. Há uma competição pelos recursos, implantação de novos sistemas e nem sempre o tema é priorizado nas empresas. O evento faz com que os gestores olhem com carinho e cuidado para o tema e na criação de recursos para cuidar das operações.’’

A americana Sue Mosburg discorreu sobre a experiência da Califórnia em relação às perdas no contexto de uma crise hídrica, as ações implementadas antes, durante e depois, consequências e resultados.

Abordou os desafios para contornar a crise hídrica e as iniciativas do poder público, que criou leis para coibir o desperdício de água e reduzir o consumo, além de programas educacionais para treinar os funcionários das concessionárias, contratação de peritos e verificação dos medidores, entre outras.

Para a especialista, a discussão é importante porque toda área urbana luta contra a escassez de água, e cada uma dessas áreas faz algo bom, experiências com as quais outros podem aprender. “Em especial para mim, essa discussão é importante hoje porque há algumas coisas que nós fazemos nos Estados Unidos, em geral, e na Califórnia, que aprendemos com nosso passado. A seca que o Brasil vem enfrentando pode ser bastante útil para vocês do ponto de vista do aprendizado. E ainda há outros aspectos positivos, como as medidas de redução de pressão com que vocês trabalharam, nós nunca experimentamos algo desse tipo. Então ver que vocês são capazes de fazer isso e ver como a população lidou com isso, é bastante útil para nós. Temos grandes preocupações, como o que aconteceria se nos ficássemos sem água? O Brasil quase ficou, então isso não parece mais tão assustador.”

Enric Castellvi, da Aigues de Barcelona, relatou as medidas adotadas na experiência espanhola antes, durante e depois da crise. O convidado afirmou estar impressionado com o evento promovido pela ABES. “500 pessoas em uma sala! Há muito tempo eu não via isso. Acredito que é um grande acerto da ABES em organizar esse encontro. E ainda que esteja relacionado com problemas de crises, acho que é um bom momento para falar de perdas de água. Pelo que conheço, o nível de perdas na América do Sul é mais alto do que o que ocorre em países europeus e norte-americanos. Mas acredito que o mais importante não é se comparar com outros países e outras cidades, mas trabalhar diretamente com o valor que cada um tem. Ver a continuidade e a evolução. Se todas as cidades americanas melhoram seu rendimento, ainda que seja baixo, é fantástico! Mas o importante é seguir passo a passo, ir comparando e melhorando tudo que se está fazendo a respeito do tema.”

Para o escocês radicado na África do Sul Ronnie Mckenzie, que falou sobre análises econômicas e técnicas de perdas nas redes de distribuição de água em situações de escassez hídrica, o evento é altamente profissional e organizado. E o grande número de participantes também o impressionou. “A qualidade do público e dos palestrantes é altíssima”, disse. Sobre a experiência brasileira, destacou o trabalho da Sabesp, que afirmou conhecer bem. “É uma excelente companhia. Eu não estou aqui para dizer a vocês como fazer, mas para ouvir e aprender com a experiência dos brasileiros.”

O painel foi coordenado pelo presidente da ABES-SP, Alceu Guérios Bittencourt, e o debate teve mediação do presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli.

Alceu destacou a grandiosidade do encontro. “Há anos não havia algo dessa dimensão no Brasil – de participação de especialistas internacionais e de comparações de situações. Vimos hoje, no primeiro painel, situações diferentes em quatro países do mundo sobre crise hídrica relacionada ao controle de perdas e uso racional da água. Foi muito interessante. Acho que como vimos aqui, a cada crise, cada localidade, procuramos aprender com outras que já enfrentaram essa situação. A troca de informações é fundamental. O primeiro painel foi muito satisfatório então acho que o evento vai contribuir muito”. Ele destacou que no Brasil, e, particularmente, em São Paulo, estamos em um processo de anos e esforço de controle das perdas. Esse assunto, segundo ele, depende de um nível de operação de qualidade e de um esforço contínuo ao longo de muitos anos. “Não é uma coisa que se resolve com esforços pontuais e coisas rápidas. É o que estamos vendo aqui e é o que vemos em exemplos de outros lugares. Estamos em um ponto intermediário. Já avançamos muito e ainda tem muito para avançar, mas eu acredito que estamos em um bom caminho. É preciso sistematizar políticas de desenvolvimento operacional e controle de perdas no país, pois nós não temos. Precisamos de uma política sistemática com estímulos, controles e monitoramento, que se faça em todo o pais e estimule o conjunto dos nossos sistemas de água a melhorarem sua qualidade de gestão e de operação e a reduzirem suas perdas.”

Para Dante, o seminário, já em sua primeira manhã, cumpriu sua missão. “Foi muito abrangente porque é o objetivo do seminário saber o que os países fizeram para enfrentar as crises que tiveram. Muita coisa nos mostra que estamos no caminho certo. Outras, que não diria nem a respeito do operador do sistema, mas em relação ao próprio governo, em muitos aspetos estão ainda muito aquém. Os governos em outros países, como os citados aqui pela manhã, têm uma participação forte, seja com financiamento, seja implementando leis. Aqui, a situação fica mais por conta do operador. A Espanha e os Estados Unidos, por exemplo, têm mais dinheiro, tecnologia”, destacou. “Esse exercício de comparação e trocas de experiências é fantástico. Missão cumprida na primeira parte do evento.”

Na parte da tarde, os debates aconteceram em três salas distintas (programação e temas).

Veja as opiniões dos palestrantes, coordenadores e mediadores sobre o Seminário:

Sala Jequitibá – coordenador: Roberval Tavares de Souza, coordenador do seminário, diretor da ABES e presidente eleito para o Biênio 2016/18

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“Este evento foi planejado para esses três dias pela Diretoria Nacional da ABES, um evento que conta com a participação de 12 técnicos do exterior, de todas as regiões do mundo, e tem por objetivo compartilhar o conhecimento, tanto do mundo com relação ao Brasil, as experiências deles em seus respectivos países, e também as palestras nacionais, que são de alto nível, sendo compartilhadas com os consultores internacionais de perdas. O evento está indo muito bem, temos mais de 540 participantes, e mostra todo o empenho da ABES em querer debater a questão de perdas no país, em que os indicadores são, em média, muito ruins e nos deixam envergonhados enquanto sanitaristas – ter 36,7% em média de perdas no país -, mas, ao mesmo tempo, nos abre um grande flanco de trabalho e de muita vontade de querer mudar esse quadro pelos técnicos, engenheiros ambientalistas e sanitaristas do Brasil, porque eficiência é algo que precisa nas nossas empresas, independentemente se são públicas ou privadas, e isso a ABES vem promovendo. Este encontro é para isso.” Roberval Tavares de Souza – Coordenador do painel e do seminário

“Gostaria de parabenizar a ABES pelos seus 50 anos, ela é, sem dúvida, uma entidade fundamental para o setor, que presta grandes serviços, além de uma grande parceira, não só do Ministério, como também das prestadoras de serviços. É uma entidade que orgulha o setor de saneamento e grande parte dos avanços que foram conseguidos pelo saneamento nos últimos anos foi em função do trabalho constante, firme e idealista de todas as sucessivas diretorias da ABES. Este seminário, que trata dessa questão de perdas dentro do contexto da escassez de recursos hídricos, está com a participação de técnicos de primeira linha e com um grande entusiasmo do pessoal de ver as ideias que vão surgindo e, para nós, do Ministério das Cidades, foi um grande prazer participar. Vimos uma série de informações interessantes, pudemos passar também informações interessantes do Governo Federal e esse intercâmbio é muito importante para todos.” Gustavo Zarif Frayha, representante do Ministério das Cidades

“Essa discussão sobre redução de perdas de água é fundamental. Fundamental para o meio ambiente, fundamental para a saúde financeira das empresas e, consequentemente, para a capacidade de investimento e para o bem estar da população. Eu acho que esse seminário é muito oportuno. A ABES dá mais um passo no sentido de defender uma agenda ambiental, uma agenda do saneamento, que é essencial para o país.” Gesner Oliveira, GO Associados

“Nós vimos hoje que as perdas têm nos vencido. O debate foi muito esclarecedor, surgiram alternativas de programas corporativos de combate às perdas com financiamentos, com linhas de crédito, o que muita gente sequer conhecia, nacionais ou internacionais. Vimos também modalidades de convivência com regiões metropolitanas que têm muitas áreas invadidas com favelas etc. Vimos também que há meios para uma relação mais harmoniosa com a comunidade para podemos eliminar a clandestinidade e trazê-los para nosso banco de dados de clientes. Vimos também uma série de aspectos importantes que provocarão melhores resultados no combate às perdas, bons sistemas de liderança, bons planejamentos operacionais e boas estratégias também. Acho que foi um debate bastante rico, que coloca a perda em primeiro plano, até uma crítica velada às metas do Plano Nacional de Saneamento atual, que tem uma meta ainda insipiente, mas acho que é um primeiro momento. O Plansab pode dar ainda melhores resultados. Acho que, se a gente chegar em 31% nos próximos 10, 15 anos, está ótimo, ainda assim, é muito alto, mas é melhor do que estarmos agora, nos 37% tão vexatórios, que tanto atingem a imagem do sanitarista brasileiro e latino-americano. Eu acredito piamente que nós precisamos planejar melhor, mas, fundamentalmente, a grande lição que eu tenho aprendido, e que o debate frisou muito, é que a gente precisa definir um planejamento, fixá-lo como norte traçado e, a partir daí, caminhar com o processo na direção da meta traçada, e não ficar desviando metas na medida que os resultados não vão aparecendo. Acho que essa é a grande lição, da minha parte, e acho que do debate também: que nós precisamos ter nossos planejamentos estratégicos estabelecidos e para isso precisamos aprender a disciplina do processo de executar o que nós planejamos, mais do que tudo.” Mário Augusto Bággio

“O evento é muito importante para o setor, que carece de debates com profundidade e especialistas que são ícones no assunto. É importante para as técnicas e resultados eficientes. O público está motivado e interessado nos temas, as salas estão lotadas e o evento será um marco entre os que já ocorreram no Brasil. O cenário de perdas é um tema que fica concentrado na região Sudeste, em especial na cidade de São Paulo. As empresas precisam se conscientizar que têm ser mais eficientes, há questão de sobrevivência e ambiental. A sociedade precisa se mobilizar e cobrar a evolução do setor de saneamento no país, que carece de muito investimento. As metas estão longe do desejado para ter uma qualidade de vida em diversas regiões do Brasil. Se houver aumento dos investimentos será mais fácil atingir esses resultados.” Maycon Rogério de Abreu, gerente do Departamento de Planejamento da Sabesp

“A experiência de participar deste evento é gratificante. O convite me honrou demais, é importante para mim e para a Sabesp como um todo. É benéfico, a troca de informações é interessante, pois agrega visões diferentes de outros Estados, de outros operadores e mesmo entre membros da própria companhia de diretorias distintas. Eu queria agradecer à ABES pela oportunidade de ter participado desse evento, pelo convite, e parabenizá-los pela organização do que está acontecendo. ‘’ Marcelo de Assis Rampone – SABESP

“O evento é central. Não adianta nada ter metas de cobertura de universalização de água tratada se ao mesmo tempo os nossos índices nacionais são absolutamente pífios do ponto de vista de perdas, se ganha com uma mão e se perde com a outra. É essencial a troca de iniciativas, é o que está se fazendo aqui: pegue as melhores práticas, as melhores formas de contratualizar, as melhores formas de financiar esses programas. As pessoas querem fazer programas de redução de perdas, mas não têm dinheiro. Como financiar adequadamente? Como estruturar um projeto de perdas? É isso que está sendo discutido nesse seminário, nós consideramos absolutamente central essa troca de experiências que proporciona.’’ Rui de Britto Álvares Affonso, Sabesp

Sala Jacarandá – coordenador: Márcio Gonçalves de Oliveira, vice-presidente da ABES-SP

“Nesta parte da tarde tivemos várias apresentações que mostraram que estamos no caminho da evolução para o combate de perdas mais eficiente. O evento mostra também que os desafios são muito grandes. Ainda existe um índice de perdas muito alto aqui no Brasil e lá fora. As ações estão tendo resultados, mas precisamos de mais empenho, recursos financeiros. Tem muita gente trabalhando no tema e existe ainda uma grande diferença entre indicadores bons e sustentáveis para o Brasil. Vamos ampliar, trabalhar mais e nesse caminho são necessários dinheiro, ação, tecnologia, pessoas bem treinadas. E se tiver um desempenho dos Governos, conseguiremos ter bons resultados daqui para frente.” Márcio Gonçalves de Oliveira, vice-presidente da ABES-SP

“O evento está muito bem organizado. Fiquei surpreso com o nível de organização e também com a qualidade dos técnicos presentes. Profissionais de renome internacional participando desse encontro. Vejo que as pessoas aderiram, as pessoas estão interessadas no tema. É sucesso. Eventos como esses deveriam ter uma data específica para acontecer anualmente. São vários passos a dar, principalmente focar no tema com o qual estamos muito preocupados hoje: as perdas. É uma iniciativa muito válida. A ABES está de parabéns. O caminho é esse mesmo.” Luiz Celso Pinto, gerente de Controle de Perdas e Eficiência Energética da CAGECE

“O evento está muito bem organizado. Foi elencada uma série de palestrantes muito bons. Tem muita palestra de peso, muita coisa interessante. Acho que essa troca com a experiência internacional é muito válida para o Brasil, para vermos um pouco do que os outros países estão fazendo. Nos traz boas referências e alguns exemplos que mostram que o Brasil também não está tão ruim assim. Mas sempre podemos tirar proveito destas experiências internacionais e ver o que adaptar à nossa realidade dentro das nossas limitações. De maneira geral, o evento está sendo muito proveitoso.” Marcelo Depexe, engenheiro, que atua na área de Desenvolvimento Operacional, da SANEPAR

“Este é um encontro muito interessante! Agradeço à ABES pelo convite. Acredito que é uma troca muito rodutiva entre Brasil e Porto Rico. Temos muitas semelhanças e escutar essas histórias é de muito valor para nós.” Isabel Szendrey, assessora executiva da Presidência da Autoridad de Acueductos y Alcantarillados – AAA, de Porto Rico

“Esta é uma boa oportunidade que a nossa empresa teve de poder mostrar o trabalho que Goiânia fez. Não é um trabalho pequeno. Já havia sido feito há um bom tempo. Estou bem satisfeito com os resultados que estamos tendo aqui hoje. Uma participação muito boa. Espero que esse trabalho possa contribuir com os demais interessados, ou seja, melhorar as nossas cidades, nossos sistemas de água no que diz respeito à questão de perdas.” Mauro Aparecido Lessa de Souza, gerente de Apoio Técnico e Desenvolvimento Operacional da Região Metropolitana de Goiânia, Saneago

“O evento traz para a discussão, justamente essa questão importante, que é a preservação desse bem tão precioso: a água. Passamos por um período muito crítico em 2014 e 2015 com relação à crise hídrica e às vezes o combate às perdas traz um resultado que pode possibilitar postergar os investimentos em obras estruturantes mais para a frente. O objetivo do seminário é conhecer as boas práticas e aquilo que é bom tem de ser copiado. Então, quando tratamos de um bem tão precioso e vemos inúmeras ações de combate às perdas, todo mundo preocupado, é muito gratificante. O objetivo de trazer a conscientização para todos – de que esse bem finito, se não cuidar, pode acabar – foi atingido.” Andrenandes Sincerre Gonçalves, gerente do Departamento de Gestão e Desenvolvimento Operacional da Baixada Santista – Sabesp e presidente da Subseção Baixada Santista da ABES-SP

“Esse evento é muito importante porque estamos em um momento em que a redução e o controle de perdas são fundamentais para o desenvolvimento do país, principalmente com a fase de crise hídrica e falta de recursos nas empresas. O seminário vem ao encontro disso e da troca de experiências – cada vez fazer mais com menos.” Carlos Berenhause, Conselheiro da ABES-SP

Sala Ipê – coordenador: Ricardo Röver Machado, da Câmara Temática de Gestão de Perdas da ABES

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“É extremamente importante (o seminário), temos a oportunidade de fazer intercâmbio técnico e benchmarking. A ABES está de parabéns, há uma temática bastante diferenciada, tem para todos os gostos.” Airton Gomes, consultor, que palestrou sobre a gênese e os números dos vazamentos nas redes e ramais de água

“É superimportante (a iniciativa da ABES) com a escassez que se está passando em vários lugares pelo mundo. Importante o intercâmbio de ideias, padronizar a informação e soltar no site da ABES e tornar-se uma fonte para outros que não puderam vir ao evento utilizarem.” Julian Thornton, palestrante internacional que abordou o crescimento natural das perdas reais – características e estimativas de valores

“Fomos convidados pelos organizadores para participar e pela primeira vez tivemos a oportunidade de apresentar técnicas – Tecnologias não destrutivas – para combater a perda real que ocorre, que é a perda física – por vazamentos, falhas estruturais, rompimentos das tubulações. E a discussão acontece num momento muito oportuno porque a própria Sabesp, fazendo seus cálculos do programa de redução de perdas, constatou que, de 1998 para 2015, houve o incremento da perda real, ou seja, a perda comercial, aparente diminuiu. E a perda física, a real, aumentou. E isso se deve, basicamente, pela falta de ação na renovação das tubulações de água. E é nesse conceito que nós tivemos a oportunidade de fazer nossa apresentação, de mostrar ao púbico presente as tecnologias não destrutivas disponíveis no mercado para renovar a infraestrutura, as tubulações de água que estão extremamente combalidas no sistema de distribuição. O Seminário está sendo muito bom e muito importante porque o programa de redução de perdas só vingará se efetivamente ocorrer uma ação permanente de gestão no sistema. Não adianta fazer um programa de dois, três, quatro anos e achar que está resolvido o assunto. Ele deve ser permanente, perene. E o que se pode ver aqui são apresentações e experiências de consultores internacionais e nacionais das melhores categorias, mostrando tudo o que temos no mercado em termos de experiências, em tecnologia, mas sempre com foco em tornar este programa perene, caso contrário não se atingirá o objetivo de redução de perdas”.  Hélio Rosas, presidente da ABRATT – Associação Brasileira de Tecnologia Não Destrutiva

“Em primeiro lugar, é muito importante realizar este tipo de evento. Vejo que há uma participação muito grande, o que significa que este é um tema de interesse para as empresas e para o setor. Esses espaços para compartilhar conhecimentos e experiencias são muito significativos. Parabenizo os organizadores pelo nível do evento. Geralmente encontramos conceitos que estão muito arraigados e que custa muito às pessoas a pensar de uma maneira diferente. E um pouco da intenção de minha apresentação e de outros colegas internacionais, pelo que vi, foi mostrar, precisamente, sobre as coisas que podemos fazer de uma maneira diferente. Temos que nos adaptar às condições particulares, mas sempre temos que ver não somente do ponto de vista técnico, mas também do social, do administrativo. Às vezes nós, engenheiros, nos esquecemos disso, e talvez seja esse o componente que define uma politica exitosa de redução de perdas.” Fabio Garzon, da IWA  – Water Loss Specialist Group.

“Acredito que tenha sido muito interessante a exposição das novas tecnologias para recuperação de redes antigas e nossos produtos sustentáveis para projetos futuros e recuperação de redes. Precisamos de mais discussões como esta, pois temos tecnologia para oferecer soluções eficazes, sustentáveis e duradouras.” Fernando Puell Neto, Saint Gobain

“Foi excelente, um painel muito rico em termos técnicos e de aprendizado. Tivemos palestrantes de três nacionalidades que trouxeram sua experiência e plateia também de diversas nacionalidades, de fornecedores e prestadores de serviço que enriqueceram o painel com perguntas e compartilharam experiências. Esse painel consolida o seminário internacional como um evento histórico que trará benefícios às empresas de saneamento e ao atendimento das comunidades.” Ricardo Röver Machado, coordenador da Câmara Temática de Gestão de Perdas da ABES

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Abertura do Seminário

Segundo dia

Seminário na mídia

Opinião do público

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