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Seminário Internacional de Perdas: indicadores, regulação, práticas de combate e investimentos marcam o segundo dia de debates

Jerson Kelman, presidente da Sabesp, fala durante o evento

Por Sueli Melo, Roberta Rodrigues, Arthur Gandini e Clara Zaim

O segundo e último dia de debates, nesta quinta-feira, 7, do I Seminário Internacional de Perdas e o Enfrentamento da Escassez Hídrica, realizado pela ABES em São Paulo, por meio de sua Câmara Temática Gestão de Perdas, abordou temas essenciais do setor, como os indicadores de perdas reais estabelecidos pela IWA – International Water Association, os avanços recentes nos conceitos e práticas às perdas aparentes, a regulação e análises econômico-financeiras.

O encontro, o maior já realizado na América Latina, reuniu um público de mais de 500 participantes e especialistas brasileiros, de outros países da América Latina, Europa, Estados Unidos e África.

Do painel desta quinta pela manhã, coordenado por Hélio Castro, da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – ARSESP e mediado por Jerson Kelman, presidente da Sabesp, participaram quatro especialistas internacionais: Roland Liemberger (Áustria), Michel Vermersch (França), Joaquim Poças (Portugal) e Alan Wyatt (Estados Unidos).

Em sua fala concluindo o painel, Kelman afirmou que há uma percepção dos dirigentes e acionistas sobre a importância da substituição de ativos (tubulações). E que não há, na companhia, falta de investimentos para isso. Na Sabesp e em boa parte das empresas de saneamento do Brasil, que dependem exclusivamente das tarifas pagas por seus clientes, a dificuldade é escolher qual o investimento deve ser feito.

Segundo ele, muito se questiona sobre a despoluição de rios e represas e por que não tratam das perdas. Em sua opinião, a discussão é bem mais ampla e mostra a distância do que deve ser ideal. O custo é diferente para cada local e depende dos custos necessários para buscar alternativas mais viáveis. Trazer água de novas fontes ou cuidar das perdas? As aplicações são diferentes e devem ser hierarquizadas sob o ponto de vista do real benefício que essas ações trarão à população e, também, em relação à sustentabilidade.

O presidente também demonstrou preocupação com metas de perdas tratadas de maneira isolada, sem um olhar objetivo de regularização e de despoluição. Sobre os contratos de desempenho, o ideal é a companhia buscar as alternativas mais viáveis. Na Sabesp, esse tema está sendo encarado com prioridade e, para atender a demanda, há vários acordos para perdas, tanto em áreas regulares como irregulares.

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Sobre a gestão integrada do uso da água, um trabalho vitorioso é o Projeto Tietê. Se aos olhos da população não há percepção disso, a empresa precisa buscar mecanismos para tocar o coração das pessoas e mostrar que há, sim, rios limpos. Parte desse trabalho já foi bem desenvolvido no programa Córrego Limpo. “Não dá para fazer tudo de uma vez, mas é possível ter rios limpos, inclusive com a parceria da iniciativa privada. Santos é um bom exemplo de praias limpas. Com mais laboratórios para medir a qualidade da água, já é possível divulgar as boas condições de balneabilidade. Por isso, é preciso verificar prioridades e como os problemas poderão ser resolvidos”, ressaltou.

Kelman concluiu sua análise no painel dizendo que não há dificuldade para se alcançar um padrão americano ou europeu de saneamento em poucos anos. Há capacidade técnica, contudo, à medida que são feitos os investimentos, o regulador terá de ajustar as tarifas. Quanto à redução de perdas, o presidente enfatizou a necessidade de planejamento para os investimentos nos próximos anos. Recentemente, a Sabesp prorrogou por mais três anos o financiamento de R$ 1,5 bilhão com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para o programa de Redução de Perdas.

Em um balanço sobre o seminário, afirmou: “Um dos atributos de um presidente de uma empresa é se conformar com a impossibilidade de conhecer em detalhes todos os campos e especialidades em que a empresa atua. E o tema aqui tratado é um deles. Um tema importantíssimo para uma empresa de saneamento como a Sabesp. `Perdas´ é um tema fundamental. Coloquei na minha agenda para passar a manhã inteira no evento para aprender um pouco sobre o aspecto técnico. E fiz bem porque nas apresentações feitas pude perceber a importância dos contratos de performance, as perspectivas futuras de utilização de hidrômetros muito mais precisos, embora mais caros, por enquanto, mas talvez com possibilidade de barateamento pela escala, e também sobre a necessidade do desenvolvimento de métricas que ajudem decisores, como eu, na locação dos recursos escassos.”

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Para Roland Liemberger, especialista da IWA que discorreu sobre as duas décadas de conceitos e indicadores de perdas reais estabelecidos pela instituição, o seminário da ABES demonstra o grande interesse do setor pelo tema no Brasil. “Primeiramente eu gostaria de parabenizar a ABES por sua organização perfeita, o evento está ótimo, e eu estou impressionado por estar tão cheio desde a manhã, na tarde também, até as 6 horas da tarde, isso é incrível. Além disso, essa discussão é muito importante, mas é ainda mais importante para mim, poder ver tantos conceitos que realmente estão sendo implementados no Brasil, e é necessário ser feito ainda mais para reduzirmos as perdas de água e estarmos preparados para a próxima seca.”

O americano Alan Wyatt, que falou sobre análises econômico-financeiras de programas de controle e redução de perdas, contou que está envolvido com o saneamento no Brasil desde 2010. “Estou muito grato de estar aqui hoje, conheci muitas pessoas talentosas aqui, que estão fazendo coisas muito boas, mas eu também trago comigo muitas ideias, algumas ferramentas que eu já introduzi no Brasil e que já estão sendo utilizadas aqui. E agora eu estou trabalhando em novas ideias que podem ser úteis para colocar as coisas em perspectiva, particularmente em situações de perda de água e escassez. E olhando para os aspectos financeiros está bem claro que reduzir a perda de água é a opção mais atrativa financeiramente no enfrentamento da escassez.”

Michel Vermersch, especialista da IWA, abordou os avanços recentes da entidade nos conceitos e práticas do combate às perdas aparentes, elogiou o interesse dos participantes. “Considerando a situação de perdas de água no Brasil e na América Latina, o painel é importante e a questão também é relacionada à movimentação das economias. Todos estavam muito interessados. Passei um tempo no Brasil e tive a impressão de que é um tema que interessa muito aos brasileiros.”

Para o consultor Joaquim Poças, o evento é oportuno, porque surge em um cenário em que, há pouco tempo, ninguém esperava ou pensava que o Brasil iria sofrer com a falta de água. “O Estado de São Paulo apresentou uma solução muito interessante daquilo que a Sabesp fez para enfrentar a escassez hídrica, resolveu fazer obras que gostaria de ter feito há mais tempo e chegou à conclusão de que a solução é fazer poupança da perda de água. Há uma ligação entre a escassez hídrica e a perda de água feita neste seminário, que teve uma participação enorme das pessoas. O Brasil tem uma das melhores empresas do mundo nesse setor, mas tem problemas grandes de assimetrias. Este encontro é mais uma organização excelente da ABES, pois soube encontrar o tema certo no momento certo. Espero que tenha resultados e que as pessoas mudem o seu comportamento, as suas atitudes, ajudem todos para que a próxima seca seja menos severa e não chegue as torneiras da população.”

O coordenador do painel, Hélio Castro, da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), também elogiou a iniciativa. “É um painel excelente. Trazer experiência com essa grau de conhecimento que os consultores têm é fundamental para diminuir o nível de perdas.”

Presidente da ABES: setor unido e valorização dos aspectos técnicos

O presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli, durante o encerramento do evento
O presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli, durante o encerramento do evento

No encerramento do seminário, o presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli, saudou convidados, público presente e membros da organização. “Queria agradecer a presença do público, das empresas apoiadoras. Foi um grande evento que nos fez discutir, nos fez refletir. E espero que não paremos por aqui. Um seminário não tem que acabar com o encerramento do presidente. Tem que trazer novas discussões e que essas discussões sejam constantes, para que quando fizermos o próximo, tenhamos novos temas ou temas semelhantes, mas num grau mais aprofundado de conhecimento e envolvimento das pessoas. Tivemos no mês passado o Silubesa, com apoio das nossas Câmaras Temáticas e Seções Estaduais, que também foi um sucesso. Estou nos meus últimos dias como presidente da ABES e este evento acaba por coroar um trabalho de sete anos à frente da entidade (três na ABES-SP e quatro como presidente nacional). Um evento destes mostra que estamos no caminho certo. O caminho de unir o setor, de discutir os temas pertinentes e de valorizar os aspectos técnicos do saneamento, através das Câmaras Temáticas. Muito obrigado, um abraço a todos e até a próxima!”

Salas de debate

Na parte da tarde, as discussões foram divididas em três salas diferentes (veja a programação e os temas)

Leia abaixo as opiniões dos palestrantes, coordenadores e mediadores dos painéis vespertinos:

Sala Jequitibá – coordenador: Ricardo Rover (coord. Da Câmara Tématica Gestão de Perdas da ABES)

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“Encerramos o painel e foi um coroamento para o sucesso do seminário internacional, que reuniu tantas autoridades no assunto de gestão de perdas. E fecham com palestras que dizem exatamente o que as empresas estão fazendo. Ao alcançar experiências e conhecimentos de gestão da forma de enfrentamento dos problemas, realmente se coroa com muito sucesso nosso evento.” Ricardo Röver Machado, coordenador da Câmara Temática Gestão de Perdas das ABES e coordenador do seminário

“O evento foi excelente! Muito bem organizado, estruturado. Nós, da COPASA, entendemos que esta era uma oportunidade única de virmos ver o que as outras empresas estão fazendo, principalmente, por ser um seminário internacional. Nós vemos o que outros países estão fazendo. Então é uma troca de experiência imperdível.”  Wellington Jorge Santos, engenheiro da Divisão de Suprimento e Eficiência Energética, da COPASA

 “O evento faz com que consigamos avaliar a nossa situação em relação ao Brasil, às grandes empresas de saneamento, que são as estatais e estão sob a jurisdição da ABES. Também nos mostra exemplos internacionais: tivemos Espanha, Estados Unidos, África… E assim conseguimos ver grandes consultores de outros países. Nos posicionamos e pensamos ‘que bom que estamos falando a mesma linguagem, alcançando os mesmos resultados, sabemos o que é importante fazer, o que custa mais caro, o que é mais barato para alavancar os projetos’. Esse encontro é muito importante para nos colocarmos no contexto global. E no meu caso (Lina está à frente de um projeto de Controle e Gestão de Perdas, da SANASA, em Campinas, que completou 22 anos em junho) posso dizer ‘que bom que depois de 22 anos estamos no caminho certo e podemos ser convidados para estar aqui para também contribuir e incentivar muitos municípios que não começaram a atuar tão intensamente em perdas’. Muitos municípios, quando têm dinheiro fazem, quando o recurso acaba, alguns voltam a fazer seu serviço e esquecem as perdas, que, paradas, pioram ainda mais.” Lina Adani Cabral, da SANASA

“Agradeço a oportunidade de participar de um evento como este, com tantas experiências ricas, e de compartilhar um pouco do que foi feito na Sabesp, principalmente na Região Central de São Paulo. Além de toda a dificuldade que já é operar nessa área, ainda tivemos que lidar com a crise hídrica. Por isso, é importante ver o que foi feito em outras cidades do mundo e compartilhar essa experiência também com outras companhias aqui do Brasil e de fora.” Debora Soares, gerente da Divisão e Controle de Perdas do Centro da Sabesp 

“É muito bom para nós, que somos dos segmento de saneamento, ter a oportunidade de estarmos reunidos com especialistas de diversas áreas, de outros estados, e, inclusive, de outros países. É uma forma de trocarmos informações, conhecimento, no meu caso é uma oportunidade muito bacana de fazer uma apresentação, é sempre uma experiência importante para a gente, como profissional. Eu espero que tenham outros eventos da mesma magnitude, para que a gente possa estar discutindo o assunto, de forma a encontrar soluções que sejam mais eficazes, porque, em tempos de crise, não só do ponto de vista hídrico, mas também do ponto de vista econômico, as soluções alternativas e o diferente têm que acontecer, caso contrário, se a gente ficar na mesmice, dificilmente vamos conseguir superar esses desafios tão grandes que têm aparecido ultimamente”. Meunim R. Oliveira Jr., da Sabesp

Sala Jacarandá – coordenação: Vasti Ribeiro Facincani, diretora da ABES-SP e coordenadora adjunta da Câmara Temática Qualidade de Produtos Químicos

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“Estou achando o evento de extrema relevância, e eu não sou a única, eu vejo que o público percebeu isso, e está aqui do começo ao fim, interessado, observando tudo, perguntando, participando, então eu acho que esse seminário com toda a certeza trará inovações para a questão de controle de perdas. E deu para perceber que todo mundo está com muito interesse em diminuir os índices de perdas nas empresas e a troca está sendo muito aberta. As empresas estão trazendo suas apresentações mostrando o lado bom e o lado ruim de tudo. Dá para perceber que não há mascaramento em nada, e eu achei isso muito importante. Então eu acho que nós sairemos daqui com boas conclusões, sem contar que a participação de pessoas de outros países também trouxe um brilho especial. Nós podemos ver que até os participantes de outros países também trazem as dificuldades que eles sofreram, ou seja, nem tudo do outro lado do oceano é perfeito, sem contar que isso mostra também que nós não estamos tão lá atrás. Então, sem sombra de dúvidas, o evento está tendo sucesso e eu acho que nós vamos ter um bom produto dele.” Vasti Ribeiro Facincani, diretora da ABES-SP e coordenadora do painel

“Nós da ASSEMAE estamos presentes no evento porque sabemos da contribuição que a ABES tem dado para o debate do saneamento no Brasil. Estamos vivendo uma situação de crise econômica no país e os recursos disponíveis para o setor estão muito escassos. Então é importante debater a questão de perdas na perspectiva de reduzir gastos em todo o processo de tratamento e distribuição de água, tanto na parte de coleta como de tratamento de esgoto, no momento em que discutimos muito, por exemplo, os padrões de eficiência da operação dos serviços de saneamento. Cumprimentamos a ABES por estar mais uma vez capitaneando essa discussão relativa às perdas, que é um debate constante e que precisa de fôlego, de planejamento e de um processo permanente de monitoramento nas nossas organizações que operam o saneamento.” Antônio Elisandro de Oliveira, segundo vice-presidente da Assemae e diretor geral do DEMAE de Porto Alegre

“As apresentações foram muito interessantes, absolutamente distintas, uma sobre áreas irregulares, que é o desafio diário para quem trabalha na operação, as questões de relacionamento com a imprensa, o que eu acho que é muito rico, a gente tem muito a ganhar com essa interface, acho que a ABES pode promover um debate bacana de disseminação das informações, de esclarecimentos para a própria população, a gente só tem a ganhar e agrega muito às áreas irregulares, pelo conhecimento da população em relação ao assunto. Ainda tivemos a apresentação do material feito pela própria ABES, para a disseminação de perdas nas áreas operacionais, feito pelo Jairo, que foi sensacional, além das apresentações de certificação de mão de obra e de movimento da redução de perdas na distribuição. Então foram temas bem distintos que, de alguma forma, se interligam e podem trazer muitos benefícios para o mercado de saneamento”. Samanta Souza, gerente de Relacionamento com os Clientes da Sabesp, coordenadora da Câmara Temática de Prestação de Serviços da ABES e mediadora do painel

“Para nós que somos do Movimento pela Redução de Perdas de Água na Distribuição, pelo pacto global das Nações Unidas, esse encontro é importante para mostrar a sociedade o quanto estamos preocupados, engajados com a questão, trocamos experiências, ganhamos conhecimento e competência sobre isso. No caso do movimento, o mais importante é encontrar empresas e organizações que são engajadas, como a própria ABES. É necessário enxergar uma capacidade de mobilização para o Brasil assumir uma responsabilidade pela redução de perdas. Temos que considerar as realidades, as organizações envolvidas e não simplesmente dizer `vamos reduzir as perdas de 42% para 20%´, isso não existe. Temos que trabalhar em conjunto, engajados, visando uma redução de perdas para o combate da crise hídrica, para a escassez hídrica e também olhar mais à frente, o crescimento populacional, as mudanças climáticas e a escassez hídrica que é uma possibilidade em um futuro próximo”. Adriana Lagrotta Leles – Sanasa

“O evento é uma oportunidade de pessoas da comunicação (jornal impresso) poder falar das dificuldades que enfrentamos no dia a dia, do nosso relacionamento com os técnicos, com as pessoas que na verdade detém as informações do saneamento, dos recursos hídricos e das perdas hídricas. É fundamental manter um diálogo mais inteligente para melhorar o trabalho de todos e informar a população.” Eduardo Geraque – repórter da Folha de São Paulo

“O evento conseguiu reunir especialistas do Brasil e do mundo. É importante para mostrar como está a situação das perdas no país e se comparar com alguns lugares do mundo. No caso da minha palestra vou mostrar e destacar alguns pontos do documento que distribuímos aqui, é um livrinho sobre perdas que marca o posicionamento da Abes com relação a essa questão no Brasil. É um documento técnico que a Abes espera realmente contribuir para o setor de saneamento com esse tema tão importante que é perdas. Jairo Tardelli, Sabesp, membro da comissão organizadora do Seminário

“Eu considero de extrema importância esse encontro, nesse momento que nós estamos conseguindo sair dessa crise, para colher as lições aprendidas e segmentar para, da próxima vez em que acontecer algo semelhante, já que o clima é imponderável, a gente consiga de antemão, e em termos preventivos, ter algumas ações pré-definidas, determinadas, e coisas que deram certo. Então, na minha visão, eu vejo esse encontro muito positivo, e parabenizo a ABES pela organização”. João Rufino Teles Filho

Sala Ipê – coordenação: Ricardo Ribeiro, ABES-SP e membro da Comissão Organizadora do Seminário

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“Esse evento vem ao encontro da busca de soluções, de trocas de experiências entre os consultores nacionais e internacionais, justamente com foco no enfrentamento da escassez hídrica. Recentemente São Paulo sofreu muito com isso, e a organização do evento resolveu trazer esses consultores internacionais para trazer suas experiências, e também os nacionais, para falar sobre o que está sendo desenvolvido aqui. Foi um sucesso. O seminário está bem estruturado tecnicamente e nós acreditamos que será de grande valia, não só para as concessionárias, como também para a sociedade.” Ricardo Ribeiro, ABES-SP e Comissão Organizadora 

“Foi muito enriquecedor, a bagagem dos palestrantes é excepcional pela experiência e conhecimento. O tema das perdas tem sido muito debatido no setor e a mola foi a crise hídrica em São Paulo.” Samuel Lee – ITRON, que falou sobre a evolução tecnológica como aliada no combate às perdas e a eficiência do uso da água nas cidades inteligentes

“Estava lotado (o seminário), um público interessado. Assuntos que remetem ao futuro, temos de pensar como vamos estar no final do século. Essas coisas (problemas ambientais) se resolvem apenas dentro do país; o nosso meio ambiente no Brasil, só nós podemos resolver. “Todo mundo acha que (a preocupação ambiental) é coisa de hippie, mas é coisa séria. O mais catastrófico para os próximos anos é a mudança climática. A mecânica de fluídos pode ajudar (em relação à escassez de água). As empresas de saneamento são importantes para resolver esse problema, mas isso não chegou ainda nas universidades e na cabeça dos engenheiros.” Marcos Tadeu Pereira – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que abordou a mecânica de fluídos e a medição da vazão nos sistemas de abastecimento de água

“Estamos trocando experiências com as outras empresas e conhecendo seu trabalho. O principal é trocar experiência, comparar indicadores. Eles (as empresas) também aprendem com a gente, como melhorar a eficiência da redução das perdas.” Benemar Movikawa Tarifa, Sabesp e membro da Diretoria da ABES-SP, que abordou a gênese e os números da submedição nos hidrômetros

“Gostei da troca de informações, do público ter participado. Agregamos conhecimento técnico e social. Fizemos contato com pessoas de outros países, o que é bom para a visão que a sua empresa vai ter.” Gabriel Cardoso – Honeywell (ELSTER), que falou sobre a visão geral sobre perdas aparentes: macro e micromedição

“Achei o evento muito produtivo, muitos exemplos de experiências de êxito, todos ganharam com a troca de informações. A ABES tem um papel fundamental para organizar o debate no país.” Marcelo D. Depexe – Sanepar, que discorreu sobre o modelo econômico para redução da submedição em hidrômetros

Leia mais:

Abertura do Seminário.

Primeiro dia

Seminário na mídia

Opinião do público

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