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19º Silubesa: painel de encerramento da edição debate a gestão da água, mudanças climáticas e saúde global

Esta edição do simpósio aconteceu no formato online e contou com a participação de importantes especialistas do setor de saneamento do Brasil e de Portugal. O último debate do evento foi aberto ao público e pode ser visto no canal da ABES no YouTube, assim como o painel inaugural. As demais palestras ficarão disponíveis para os inscritos na plataforma exclusiva durante três meses.

Por Equipe de Comunicação ABES

O 19° Silubesa – Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental foi encerrado, nesta sexta-feira, 27 de agosto, com um painel que abordou o tema “A gestão da água, mudanças climáticas e saúde global”, com a presença de especialistas do Brasil e de Portugal. O presidente nacional da ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental, Alceu Guérios Bittencourt, participou do encerramento do evento.

O Simpósio é promovido pela ABES, em parceria com a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos – APRH, e a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental – APESB. Esta edição do evento ocorreu de forma online, de quarta-feira (25) até esta sexta. O painel de encerramento foi aberto ao público e a transmissão ainda pode ser acessada por meio do canal do YouTube da ABES (clique aqui). As demais palestras ficarão disponíveis para os inscritos na plataforma exclusiva durante três meses.

O painel, coordenado por Célia Regina Alves Rennó, diretora nacional da ABES, contou com a participação de Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável – CNADS, de Portugal; Micaella Moura, gerente de Monitoramento e Fiscalização da Agência Pernambucana de Águas e Clima- APAC e professora da Universidade Católica de Pernambuco; e Carlos Tucci, diretor e sócio da Rhama Consultoria Ambiental. Como debatedor, o painel contou com a participação de Josivan Cardoso Moreno, coordenador da Câmara Temática Gestão de Recursos Hídricos da ABES. 

Durante o evento, Filipe Santos explanou sobre os impactos e adaptação às alterações climáticas nos recursos hídricos no século XXI. Fez um breve resumo sobre o conceito de mudança climática, fazendo um resgate histórico da concentração dos gases de efeito estufa, pontuando os problemas principais – como o fato de que a concentração do dióxido de carbono na atmosfera tem aumentando desde o início da Revolução Industrial. Apresentou, ainda – dentre outras pontuações, um estudo que mostra os impactos que essas emissões de gases de efeito estufa trazem para o futuro da Amazônia.

Micaella Moura falou sobre a segurança hídrica, resiliência e recursos hídricos, abordando o contexto do Estado de Pernambuco. A palestrante trouxe o conceito da resiliência no contexto dos recursos hídricos, dentro do panorama das mudanças globais. Micaella também abordou exemplos localizados de atividades desenvolvidas no estado. Situação retrata dificuldades na resiliência que se enfrenta com os impactos causados pelas crises hídricas.

O palestrante Carlos Tucci trouxe uma síntese importante dos problemas que o Brasil enfrenta com a crise hídrica e as oportunidades disponíveis. Pontuou a agenda de desafios que o país possui, frisando a melhoria na coleta de dados hidrológicos para a segurança dos projetos; condições e revisão da outorga em face das tendências das séries; as enchentes e secas; entre outros.

A coordenadora do painel, Célia Rennó, fez um resumo sobre as apresentações. “O painel ‘A gestão da água, mudanças climáticas e saúde global’ trouxe a palestra do prof. Filipe Duarte Santos, com uma súmula das Mudanças Climáticas ocorrendo em todo mundo, ressaltando a intensificação dos eventos extremos no sul e sudeste do Brasil e das secas intensas no Nordeste. Micaela Moura trouxe conceitos de sustentabilidade global, sócio-hidrologia, segurança hídrica, gestão integrada de recursos hídricos, resiliência e vulnerabilidade do sistema além de mostrar como a gestão dos recursos hídricos e realizada em Pernambuco. O prof. Carlos Tucci descreveu o cenário dos recursos hídricos em várias bacias nacionais desde a década de 40 aos dias de hoje e ressaltou a importância das ações a serem tomadas no país para a efetiva gestão desse recurso tão importante diante do quadro das mudanças climáticas a serem enfrentadas no país. Importantes contribuições para todos os participantes e para os associados da ABES”, ressaltou Célia.

Encerramento O encerramento do simpósio foi realizado pelo presidente nacional da ABES, Alceu Guérios Bittencourt, que agradeceu o empenho de todos que realizaram o evento. “O 19º Silubesa atingiu seus objetivos e, em nome da comissão organizadora, cujos membros são da ABES, APRH e APESB, agradeço a todos que prestigiaram este evento, aos colegas que organizaram as sessões, aos que moderaram e aos que apresentaram suas palestras. Tivemos um evento muito produtivo, mesmo no formato online. No ano que vem, voltaremos ao calendário dos anos pares, e, por isso, teremos a realização do 20º Silubesa em Portugal em 2022″, informou Alceu. “Espero que estejamos todos em lá”, celebrou. 

Sobre o Silubesa

A 19ª edição do Silubesa teve como tema central “Mudanças Climáticas: novo desafio para o saneamento ambiental”. O objetivo da realização é contribuir de maneira efetiva para desenvolvimento da engenharia sanitária e ambiental, possibilitando a atualização técnico-científica, de profissionais e estudantes, entre os países de língua portuguesa.

O Simpósio acontece alternadamente no Brasil e em Portugal, a cada dois anos. Esta 19ª edição, inicialmente prevista para abril de 2020, em Recife, Pernambuco, foi transferida para esta data, com realização na modalidade online, em função da pandemia de Covid-19, incorporando algumas inovações em sua realização e possibilitando a ampla participação, com os esforços conjuntos das equipes do Brasil e de Portugal.

 Este evento, ao longo de 30 anos de existência, atingiu um reconhecido prestígio por constituir um espaço privilegiado de transferência de conhecimento e de discussão e debate de questões essenciais para os avanços da Engenharia Sanitária e Ambiental e áreas afins em ambos os países. 

Durante os três dias, o simpósio reuniu profissionais de empresas de saneamento públicas e privadas, gestores, técnicos, consultores, pesquisadores, acadêmicos, especialistas e estudantes do setor de saneamento e meio ambiente, unindo as duas nações por um objetivo comum: o avanço do saneamento para a melhoria do meio ambiente e pela saúde e qualidade de vida das pessoas. 

O 19° Silubesa – Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental contou com o patrocínio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp 

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