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XX Silubesa: presidente da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos fala sobre expectativas para o evento

Carlos Coelho reforça que o simpósio proporciona a discussão de problemas e desafios que Portugal e o Brasil enfrentam; edição deste ano será realizada entre os dias 29 de junho e 1º de julho, em formato híbrido: presecialmente na cidade de Aveiro, Portugal, e online.

Por Equipe de Comunicação ABES 

Neste ano, o XX Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental – Silubesa será realizado, de 29 de junho a 1º de julho, em formato híbrido: presencialmente na Universidade de Aveiro, em Portugal, e online. O encontro é promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, em parceria com a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental APESB e a Associação Portuguesa de Recursos Hídricos – APRH. 

O tema central da 20ª edição do evento será “Água e Sustentabilidade Ambiental: Desafios e Ação” e remete a um dos pilares da Agenda 2030 da ONU e os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As inscrições de trabalhos podem ser feitas neste link

Ao Portal da ABES Notícias, o presidente da APRH, Carlos Coelho, fala sobre as expectativas para a realização do evento. “O Silubesa proporciona a discussão de problemas e desafios que Portugal e o Brasil enfrentam. A partilha de experiências e de conhecimento é obviamente benéfica para ambos os países, que têm diferenças naturais, associadas à própria dimensão dos respectivos países, mas também apresentam problemas comuns”, destaca. 

Confira a entrevista, na íntegra: 

Portal ABES Notícias – Neste ano, o SILUBESA chega à 20ª edição. Quais são as suas expectativas para o evento? 

Carlos Coelho – É a 20ª edição de um evento que teve a sua primeira edição em 1984, em Lisboa, numa organização conjunta entre a APRH (Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos) e a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental). Desde então, com a regularidade bianual e a alternância entre Portugal e o Brasil, este evento tem juntado os especialistas nas mais variadas questões que se relacionam com a engenharia sanitária. 

A partir da 10ª edição, realizada em Braga, em 2002, a organização do evento também tem contado com a colaboração da APESB (Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental). Este ano cabe à APRH liderar a colaboração destas três associações, na organização do evento, que se realizará pela primeira vez em Aveiro. 

Tal como sucedeu nas edições anteriores, a expetativa é que este Silibesa seja seguramente um evento enriquecedor do ponto de vista técnico e científico e uma oportunidade única para troca de experiências e perspectivas entre os envolvidos na temática da engenharia sanitária e ambiental, assunto da maior importância e atualidade. 

Portal ABES Notícias – Quais são os principais desafios para a realização de um evento desta magnitude, especialmente neste terceiro ano de enfrentamento à pandemia de covid-19?   

Carlos Coelho – Efetivamente, a pandemia de covid-19 veio trazer uma série de desafios. Já por efeito da pandemia, a 19ª edição do Silubesa decorreu pela primeira vez num ano ímpar (2021) e em formato online. 

No entanto, a organização entendeu ser conveniente retomar a regularidade dos anos pares (apesar do desafio relacionado com o menor espaço temporal entre esta edição e a anterior) e promover o regresso à discussão presencial, sem descurar toda a aprendizagem de organização de eventos online, entretanto adquirida. 

Assim, entendemos que devemos aproveitar o conhecimento das organizações em formato online para alargar o potencial de participantes, numa edição que pretendemos híbrida, com a generalidade das sessões a ocorrerem de forma presencial, mas permitindo também que os participantes que não se possam deslocar a Aveiro, acompanhem o evento e contribuam para o enriquecimento da discussão e da partilha técnica e científica. 

Neste aspecto, temos também a expectativa de potenciar o interesse de colegas dos países africanos de expressão portuguesa, onde o tema deste congresso é sem dúvida relevante, alargando o espectro de participantes. 

Portal ABES Notícias – Em sua visão, qual é a importância do SILUBESA para o setor de saneamento de Portugal e do Brasil?   

Carlos Coelho – O SILUBESA proporciona a discussão de problemas e desafios que Portugal e o Brasil enfrentam. A partilha de experiências e de conhecimento é obviamente benéfica para ambos os países, que têm diferenças naturais, associadas à própria dimensão dos respectivos países, mas também apresentam problemas comuns. 

O SILUBESA permite realçar a transversalidade dos assuntos da água, permitindo a discussão de questões de governança, de saúde, as ciências sociais, ou as questões de acesso à água e a serviços de saneamento, bem como temas emergentes, por exemplo, associados às zonas costeiras, tão extensas nestes dois países Atlânticos. Este evento marca um momento importante entre a comunidade que discute o saneamento, em Portugal e no Brasil. 

Portal ABES Notícias – Em sua visão, qual é a importância da parceria entre as associações que realizam o evento?   

Carlos Coelho – A APRH está envolvida nesta organização porque tem como missão “Estimular o tratamento multissetorial e interdisciplinar dos assuntos relacionados com a quantidade e a qualidade das águas interiores, estuarinas e costeiras, tanto superficiais como subterrâneas, constituindo um fórum para profissionais de diversas formações e sectores de atividade com intervenção no domínio dos recursos hídricos”. 

Foi seguramente com este foco, que a 22 de novembro de 1982 foi assinado um acordo de cooperação entre a ABES e a APRH. Estamos por isso a completar quase 40 anos de cooperação entre estas associações, concretizada de forma explícita através dos Silubesa. A parceria permitiu a partilha de conhecimento, proporcionou contatos de cooperação e o enriquecimento mútuo. É desejo da APRH que esta parceria se prolongue e vá renovando ao longo do tempo. 

Portal ABES Notícias  – Neste ano, o lema será “Água e Sustentabilidade Ambiental: Desafios e ação”. Quais são as principais reflexões que podem ser trazidas sobre este assunto?  

Carlos Coelho – O tema geral desta edição remete para um dos pilares da Agenda 2030 da ONU e os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS. Este ODS aponta para que até 2030 se alcance o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos, e que se alcance o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos. É também um objetivo melhorar a qualidade da água, reduzindo para metade a proporção de águas residuais não-tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e a reutilização, a nível global. 

Desta forma, a Comissão Organizadora do Silubesa entendeu apontar a reflexão para alguns temas específicos, relacionados com a engenharia sanitária e saúde pública, o ciclo urbano sustentável da água, englobando por exemplo a eficiência hídrica ou a drenagem urbana sustentável, a relação entre a água, a alimentação e a energia, a reutilização e reciclagem de resíduos, e chamar uma especial atenção para as alterações climáticas e proteção das zonas urbanas e costeiras, considerando eventos extremos e pressão sobre infraestruturas de serviços de água e saneamento,  identificando zonas de risco de cheias e inundações e avaliando o efeito da subida do nível do mar e necessidade de proteção de zonas costeiras. 

A organização do Silubesa irá promover a reflexão destes temas através de mesas redondas, com especialistas convidados, que se adicionarão às sessões técnicas de apresentação dos trabalhos dos participantes. 

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