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BWW: projetos que buscam a redução do custo de energia estimulam empresas do setor de saneamento a adotarem conceitos inovadores no tratamento da água e esgoto, dizem especialistas

Por equipe de comunicação ABES/BWW

A Sessão 4.2 “Gestão da Eficiência Energética na Prática: Foco na Obtenção de Resultados”, que faz parte do Tema 4 – “Gestão Eficiente” da Brazil Water Week 2022, encerrou os trabalhos da programação apresentada nesta quarta-feira, 25 de maio. O tema atende algumas das principais demandas do setor atualmente, uma vez que as mudanças climáticas e a recorrente escassez hídrica em áreas de grandes barragens trouxeram relevante importância à gestão da energia elétrica, uma das principais despesas das empresas de saneamento e cujo desempenho incide diretamente, não apenas nos custos operacionais como também no meio ambiente e nas tarifas pagas pelos clientes.

Este contexto, entre outras considerações sob os pontos de vista de viabilidade técnica, econômica, jurídica e financeira dos projetos, contemplou as palestras proferidas nesta sessão, moderada pela consultora independente Rita Cavaleiro.

Em sua terceira edição, a BWW, o mais importante evento internacional sobre água e saneamento do país, é uma realização da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES e acontece online até esta sexta (27), em plataforma exclusiva e interativa. Com mais de 40 horas de programação online e presença de mais de 100 especialistas do Brasil e de outros países, a Semana da Água do Brasil já é considerada o streaming do saneamento. Os inscritos têm 90 dias para acessar todo o conteúdo. Para fazer sua inscrição, clique aqui.

Os especialistas convidados para compor a Sessão 4.2 foram Emerson Santana Rocha, gerente de Gestão de Energia e Eficiência Energética na Aegea Saneamento; Andréa Andrade de Matos, engenheira e gestora de Energia da Sabesp; Diego Rosso, professor da Engenharia Civil e Ambiental da Water UCI, Califórnia; e Mário Duarte, responsável pela área de manutenção das águas da AdRA – Águas da Região de Aveiro – Portugal.

Para iniciar as apresentações, Emerson Santana Rocha, da Aegea, destacou a importância de falar da gestão de energia, um tema tão especial para o saneamento. Ele trouxe um overview do Programa de Diagnóstico Hidroenergético da Aegea, detalhando as atividades da empresa no setor de saneamento e seus projetos na área de energia. “A gestão de energia é extremamente estratégico no contexto de operações de saneamento e na Aegea temos diversas ações, entre elas, sob o ponto de vista de estratégia de negócios, fizemos, recentemente, a emissão de bonds que foram realizados no valor de US $500 milhões mês passado”, contou. O executivo informou ainda que uma das três metas de sustentabilidade que foram definidas e relacionadas à emissão desses bonds incluem a redução do consumo específico de energia em 15% até 2030.

Com observações de que a gestão de energia é importante no contexto de estratégia de negócios, a empresa está atenta em como o mercado vem enxergando essa questão atualmente com base, inclusive nos Princípios ESG. Ele detalhou o pilar de Eficiência Energética da companhia, falando sobre cada uma das etapas que compõem o Diagnóstico Hidroenergético com seus critérios, as etapas de desenvolvimento, entre outras informações.

O representante de Portugal, Mario Duarte fez a apresentação da AdRA com informações sobre a política de atuação da empresa na área de gestão de energia. “Atualmente as medidas que adotamos levam em consideração os custos de energia, a eficiência energética, a eficiência hídrica, a mobilidade e frota”, disse.

O especialista fez considerações sobre os resultados obtidos nos sistemas de abastecimento de água de acordo com cada medida adotada pela companhia portuguesa. Mario Duarte destacou também os resultados e contribuições na gestão de energia para a descarbonização da AdRA, com iniciativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa no âmbito do abastecimento de água. “Os próximos passos da companhia envolvem ações para minimizar os custos, promover a eficiência energética e a eficiência hídrica”, comentou.

Na sequência, Andréa Matos, da Sabesp, mostrou um panorama de atuação da empresa, destacando que as companhias de saneamento são eletro intensivas e totalmente dependentes da energia, portanto, buscar a eficiência energética é um item importante neste setor. Para ilustrar uma das iniciativas, a especialista contou como a Sabesp vem desenvolvendo o Projeto Piloto de Geração de Energia via Turbina, cujas premissas adotadas são: utilização de 1 ano de histórico para os cálculos de geração de energia; rendimento do sistema de geração de 65%; e separação das estações que consumirão localmente a energia gerada das estação, que vão gerar créditos para serem usados em outros locais.

O grande diferencial de inovação desse projeto, segundo Andréa, é ser um contrato de performance para geração de energia. O primeiro ponto do projeto piloto via turbina está instalado em Itaquera, zona leste de São Paulo. O modelo já está instalado também nos bairros paulistas de Campo Belo, Freguesia do Ó, Vila Maria, Pinheiros e Vila Sônia. “Este é um caráter inovador que a Sabesp teve, em formatar e fazer esse exercício de estabelecer um contrato de performance para eficiência de energia, por isso estamos tendo o cuidado com o protocolo de testes, por exemplo. Apesar das companhias de saneamento não terem o core business de ser gerador de energia, vale a pena ousar e sair do lugar comum para otimizar esse recurso e atuar com base no ganha-ganha”, destacou Andréa.

Para finalizar as apresentações Diego Rosso, dos Estados Unidos, mostrou a experiência internacional com informações sobre projetos de aeração no esgoto e energia. “Nós enxergamos esse conceito como a maior prioridade para eficiência de energia”, ressaltou.

Rosso mostrou modelos de plantas que usam aeração, os desafios, eficiências e benefícios para fazer o tratamento da água e esgoto. Ele contou sua experiência na configuração de teste off-gas, em mais de 40 plantas, inclusive no Brasil, com destaque para plantas operadas em unidades da Sabesp.

Entre suas recomendações acerca desse tipo de projeto, o especialista observou que é importante considerar que quando as plantas estão sendo projetadas tenham dados daquela planta em específico e não de outras e tentar fazer suposições. “Tem formas fáceis de fazer os testes de off-gas”, disse, detalhando outras orientações.

As apresentações foram finalizadas com a sessão de debates e respostas às perguntas do chat, organizadas pela facilitadora Mariana Lopes de Araújo Medeiros de Melo.

No total, são cinco dias inteiros de programação online. Todo o conteúdo do primeiro dia está aberto no canal da ABES no YouTube (clique aqui para assistir). Nas semanas anteriores, a BWW contou com seis sessões especiais gratuitas no canal da ABES no YouTube (assista aqui). Esta edição da BWW 2022 conta com os patrocínios da Sabesp, ANA, Copasa, Embasa, Funasa, Aegea, Sanasa e Sanepar.

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